Pular para o conteúdo principal

AGOSTINHO PATRUS PROMULGA CRIAÇÃO DA PROCURADORIA DA MULHER E DA BANCADA FEMININA NA ALMG

Em cerimônia marcada pela defesa da representatividade das mulheres, presidente da ALMG reafirma apoio à deputada Andréia de Jesus, vítima de ameaças em redes sociais

O presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), deputado Agostinho Patrus (PV), promulgou, nesta sexta-feira, dia 5, a Resolução 5.590/2021, que cria a Procuradoria da Mulher e institui a Bancada Feminina no Legislativo. No evento, realizado na sede da ALMG, Agostinho Patrus reafirmou apoio e solidariedade do Parlamento mineiro à deputada Andréia de Jesus (Psol), ameaçada de morte nas redes sociais.

A resolução que cria a Procuradoria e a Bancada Feminina é fruto de projeto de autoria da Mesa da ALMG, aprovado pelo Plenário no último dia 26. A norma define que a Procuradoria da Mulher tem como atribuições receber e analisar denúncias de discriminações e violências contra a mulher. Também compete-lhe a promoção de cursos de formação, contribuindo para aumentar a participação e a representatividade das mulheres na sociedade.

A Bancada Feminina, por sua vez, é um colegiado suprapartidário integrado por todas as deputadas estaduais. A sua líder tem as mesmas prerrogativas asseguradas, pelo Regimento Interno, aos líderes de bancada ou bloco parlamentar. No ato de promulgação, a deputada Leninha (PT) foi anunciada como líder da nova bancada, sendo vice-líderes as parlamentares Delegada Sheila (PSL) e Laura Serrano (Novo).


O presidente da ALMG destacou que a promulgação da resolução é momento importante, mas também de relembrar a luta das mulheres na história. “Temos agora uma vitória, mas com desafios ainda a enfrentar”, disse Agostinho Patrus. Ele recordou a trajetória de sua mãe, a médica Orcanda Patrús, que, “como as deputadas mineiras, foi desbravadora nas lutas e desafios enfrentados pelas mulheres cotidianamente”.

“As medidas anunciadas hoje fortalecem a representatividade das mulheres e o combate à desigualdade de gênero. Amplificar a voz feminina, com a criação da bancada, engrandece o debate e a qualidade dos projetos nesta Casa. Já a Procuradoria representará importante espaço para enfrentamento e prevenção à violência”, completou Agostinho Patrus.

Solidariedade
Em seu pronunciamento, o presidente da Assembleia prestou solidariedade à deputada Andréia de Jesus. A parlamentar, presidente da Comissão de Direitos Humanos da ALMG, recebeu ameaças de morte, pelas redes sociais, em razão de seus posicionamentos na comissão. “Ameaças à deputada Andréia são ameaças a todos nós, à democracia e ao direito de falar”, afirmou Agostinho Patrus.

“A deputada tem apoio de todos os deputados contra aqueles que se escondem na rede social para fazer ameaças. O Parlamento trabalhará para que seja feita profunda investigação, com punição dos autores. Ameaças como essas, contra qualquer pessoa, são graves, e contra quem foi legitimamente eleita são mais graves ainda”, completou, acrescentando que ALMG já acionou Ministério Público Estadual e Polícias Civil e Militar.


Novo ciclo
Durante solenidade, a líder da Bancada Feminina, Leninha, afirmou que “hoje inauguramos um ciclo”. “Um ciclo não só para proteger as mulheres, mas também criar oportunidades para mudar um quadro em que Minas se destaca, de violência, misoginia e machismo”, pontuou. “O melhor se constrói na coletividade e trilharemos um caminho muito bonito, um legado para o futuro”, concluiu a deputada Leninha.

Já a presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, deputada Ana Paula Siqueira (Rede), avaliou que a ALMG tem acolhido demandas das mulheres, a exemplo da criação da própria comissão, transformada em permanente, e agora da Bancada Feminina e da Procuradoria da Mulher. “É um dia histórico, de grande alegria. A Assembleia de Minas ocupa espaço de protagonismo no que diz respeito às mulheres”, afirmou.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

BOLSONARO CONDENADO

Nesta quinta-feira (11), a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal decidiu, por maioria, condenar os oito réus do Núcleo 1 da ação penal 2668, a trama golpista. A AP 2668 tem como réus os oito integrantes do Núcleo 1 da tentativa de golpe, ou “Núcleo Crucial”, segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR): o deputado federal Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin); o almirante Almir Garnier, ex-comandante da Marinha; Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública do DF; o general Augusto Heleno, ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI); o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro (réu-colaborador); o ex-presidente da República Jair Bolsonaro; o general Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa; e o general da reserva Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil e da Defesa. A acusação envolveu os crimes de tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de E...

TOMBAMENTO DE CARRETA

Tombou, agora, uma carreta de cerveja na Rodovia Fernão Dias (BR-3821), na pista sentido Belo Horizonte, no km 721, na região de Carmo da Cachoeira. A faixa da esquerda está interditada em os ambos sentidos. No momento, trânsito está fluindo sem lentidão. Motorista sem ferimentos graves. Imagens @transitofernaodias *Por Sebastião Filho 

20ª PARADA DO ORGULHO LGBT+ ARRASTA MULTIDÃO EM CONTAGEM

No domingo (2/8), a 20ª edição da Parada do Orgulho LGBT+ , que faz parte dos eventos de comemoração do aniversário de Contagem, esteve em grande estilo. Sob o tema “Do Silêncio ao Orgulho: Nossa Voz, Nosso Voto”, a Parada reforçou, mais uma vez, a importância dos direitos LGBT+ e a diversidade no município. A concentração foi na Praça da Glória, que estava preparada com um palco e contou com diversos shows, apresentadores e desfiles. Além disso, a Casa dos Direitos Humanos e o Núcleo LGBT montaram uma tenda, oferecendo suporte e conscientizando à população, dando total apoio no evento. Além de um evento cultural, a Parada LGBT+ é também um evento político. Nesse sentido, foi destacada a importância da Parada LGBT+ de Contagem, principalmente por ser um movimento de resistência, de ocupação das ruas e de se fazer homenagens. Dentre as homenageadas esteve Maria Eduarda Campos, de 22 anos. Ela é professora e foi demitida de uma escola particular de Contagem após familiares descobrirem...