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EMOÇÃO TOMA CONTA DO 10ª EDIÇÃO DO FESTIVAL DE MÚSICA DE CRUZÍLIA COM DIREITO A TÍTULA PARA MÚSICA LOCAL

Evento já entrou para a história com grandes apresentações, show inspirado do cantor Renato Teixeira e marcantes homenagens

O 40º Festival de Música de Cruzília foi um sucesso. Em uma noite inspirada, o cantor Renato Teixeira emocionou o público que lotou a Praça Monsenhor João Câncio, cantando grandes clássicos da música caipira. A apresentação do artista foi no sábado, mas durante os três dias de evento (22, 23 e 24), os festivaleiros também mostraram todo o seu talento com músicas harmônicas, interpretações marcantes e letras fortes, cheias de poesia e temas engajados, como violência contra a mulher e miscigenação. E sobre o título? O primeiro lugar ficou em casa, para a alegria dos cruzilienses.

Ao todo, 20 músicas inscritas entoaram o primeiro dia de festival. A atração surpresa, o ator Glauber Reis, de Três Pontas, encantou o público com sua interpretação do Chapeleiro do filme Alice no País das Maravilhas. Glauber interagiu e arrancou gargalhadas de todos os presentes. Após as apresentações dos músicos concorrentes, a banda Quarteto Zé Virgílio animou o público tocando grandes clássicos da MPB e Rock, em versões bem descontraídas e animadas.

O prefeito de Cruzília, Merola, agradeceu a equipe que se empenhou na realização do festival. “Agradeço a todos que se comprometeram na realização deste festival, na pessoa da nossa secretária de Cultura, Gisely. Também quero agradecer aos nossos colaboradores que irão deixar esta praça limpinha logo pela manhã. Resumindo, agradeço a todos que contribuíram para a 40ª edição do festival de Cruzília e é uma honra estar à frente da Prefeitura nesta ocasião”. Merola ainda agradeceu ao senhor Tito Mori e sua esposa Elizabeth Campos Mori que abriram sua casa para a Prefeitura como ponto de apoio à equipe organizadora do evento.

No segundo dia, dez músicas foram apresentadas com o objetivo de chegarem à final no domingo. Em alguns intervalos, o performático e carismático Chapeleiro continuou a animar o público. O artista fez a alegria das crianças, que recitaram divertidos poemas, dançaram sozinhas e com os pais ou responsáveis.

Após as apresentações dos festivaleiros, Renato Teixeira incendiou o festival. Em uma noite inspirada, cantou grandes clássicos da música caipira, de sua autoria e de outros compositores. Interagiu com o público e ainda falou sobre sua parceria com o músico Almir Sater, além de sua participação na novela Pantanal, que também conta com sua filha e filho atuando.

“Nós estamos na estrada há uns dez dias, mas sempre que chego aqui em Cruzília, tocar no festival é uma sensação diferente. É muito prazeroso ser recepcionado por todos vocês, calorosos mineiros, e ainda poder cantar em meio a tantos talentos da música que aqui estão participando do festival”, disse Renato Teixeira durante sua apresentação.

Depois do show, 16 músicos participantes puderam comemorar a classificação para a final de domingo. A princípio, 15 músicas seriam classificadas, mas duas acabaram empatando na 15ª posição e os cinco jurados decidiram por bem classificá-las.

Seguindo a ordem de classificação, as 16 músicas foram apresentadas na final com grandes performances instrumentistas, artísticas e de voz. Teve voz e violão, maracatu com catira, ciranda, música raiz, voz e teclado com o suave som de piano, e muito mais. Quem também deu as caras foi o Chapeleiro que, assim como nos outros dias, chamou a ex-professora de história e também ex-secretária de Cultura de Cruzília, Brígida, para apresentar o poema, “80”, uma homenagem a músicos que chegaram ou estão perto de comemorarem 80 anos, como Milton Nascimento, Gilberto Gil, Caetano Veloso e o ex-beatle Paul Mccartney.

Após as 16 apresentações, chegou o momento mais esperado do 40º Festival de Música de Cruzília: a premiação. Antes dos prêmios, uma homenagem foi realizada ao cantor Bebeto Maciel e ao escritor Caio Junqueira, que deram nome ao troféu desta edição. Bebeto foi o compositor, Caio o autor da letra e o saudoso cantor Newton Maciel, o intérprete da primeira música premiada da história do festival chamada “Prometeu Liberto”, que foi tocada na ocasião.

Emocionado, Bebeto recebeu a homenagem e o irmão de Caio, Marcelo Junqueira, o representou uma vez que o escritor não pôde vir de Belo Horizonte participar do evento por estar gripado. Contudo, Caio escreveu uma carta lida por seu irmão Marcelo. Nela, o escritor e professor de literatura já aposentado agradeceu a homenagem e a parceria com Bebeto, afirmando que ainda durará por muitos e muitos festivais.

O saudoso Newton era um entusiasta da música e do festival de Cruzília. Seus filhos Paulinha, Fabinho e Newtinho, como são conhecidos, receberam uma homenagem em nome do falecido pai, que se tornou uma verdadeira lenda para todos os cruzilienses, em si falando de música.

Para aumentar ainda mais a emoção, a música “Por que não vieram os anjos”, outra parceria de Bebeto e Caio, foi apresentada por Renan Ribeiro e Gê Alvarenga.

Chegada a hora das premiações, o prefeito Merola, o vice-prefeito Benigno Maciel, a secretária de Cultura, Gisely Maciel, a chefe do Departamento de Cultura, Polyana Assis, vereadores municipais e jurados participantes fizeram a entrega das nove premiações.

“Gostaria de agradecer a todos os músicos, todos os participantes e todo o público que vieram assistir nestes três dias. Digo a vocês que a gente deu o melhor e fizemos tudo que podíamos ter feito. Fizemos com todo carinho para vocês e temos muito orgulho de poder fazer parte desta história. Queria parabenizar também os idealizadores, que lá em 1972 deram o pontapé inicial deste festival, porque senão fosse eles, hoje este evento não estaria comemorando a sua 40ª edição. E o coração da gente já está quentinho, para esperar o 41º”, afirmou Gisely Maciel.

A música “A artista”, interpretada por Lidy, escrita e composta por Ronaldo Tobias dos Santos, com procedência de Montes Claros, no Norte de Minas, ganhou o prêmio de melhor intérprete. A música “Zé das Marias”, interpretada por César Augusto, escrita e composta por ele, com procedência de Cruzília, levou o prêmio de melhor composição local. A canção “Encantamento”, interpretada por Selma Fernandes, escrita e composta por Edson D’aísa e Matheus Pezzotta, com procedência de São Roque (SP), levou a premiação de melhor comunicação com o público. O prêmio de melhor arranjo foi para a música “Pressa”, interpretada por Aline Lessa, que também a escreveu e compôs, com procedência do Rio de Janeiro (RJ).

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