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EM SETEMBRO ÍNDICE DA CESTA BÁSICA DE TRÊS PONTAS CAI 1,04%


Pelo quarto mês consecutivo, o Índice da Cesta Básica de Três Pontas (ICB – FATEPS/UNIS) teve diminuição, dessa vez de -1,04% na comparação de setembro com agosto.

Os produtos com maiores quedas foram leite integral, óleo de soja e feijão carioquinha. Já as altas mais consideráveis ocorreram com a batata e o tomate. Considerando o período de 12 meses, entre setembro de 2021 e setembro de 2022, a cesta básica em Três Pontas teve alta acumulada de 4,64%.

A pesquisa ocorreu na última semana do mês por meio da coleta dos preços de 13 produtos que compõem a cesta básica nacional de alimentos nos principais supermercados da cidade, utilizando a metodologia adotada pelo DIEESE nas principais capitais brasileiras.

Nesta pesquisa foi possível verificar que o valor médio da cesta básica nacional de alimentos para o sustento de uma pessoa adulta na cidade de Três Pontas é de R$591,15. Tal valor corresponde a 52,73% do salário mínimo líquido. Sendo assim, um trabalhador que recebe um salário mínimo mensal precisa trabalhar 107 horas e 18 minutos por mês para adquirir essa cesta em Três Pontas.

Entre os meses de agosto e setembro, dos 13 produtos componentes da cesta básica pesquisada em Três Pontas, 5 tiveram alta dos preços médios: Batata (23,90%), Tomate (11,22%), Açúcar refinado (6,62%), Farinha de trigo (0,93%) e Café em pó (0,55%). Um produto manteve os preços inalterados: o pão francês. E sete produtos tiveram queda em seus preços médios: Leite integral (-13,61%), Óleo de soja (-9,56%), Feijão carioquinha (-8,33%), Arroz (-3,19%), Banana (-3,02%), Carne bovina (-2,19%) e Manteiga (-0,40%).

As recentes quedas ocorridas no valor da cesta básica em Três Pontas trouxeram um certo alívio aos consumidores, especialmente para aqueles de baixa renda. Neste mês de setembro o valor desta cesta atingiu o menor patamar no ano de 2022. No entanto, as altas acumuladas anteriormente ainda fazem com que o gasto com estes produtos básicos exceda mais da metade do salário mínimo líquido. Ou seja, há um alívio momentâneo, mas o impacto na renda ainda continua sendo forte.

A dinâmica da oferta é o principal fator explicativo do comportamento recente dos preços dos produtos, especialmente no caso dos hortifrutigranjeiros. E tal dinâmica ainda deve continuar influenciando os valores da cesta básica no curto prazo, somando-se a isso a conduta da demanda externa que está bastante volátil.

A pesquisa completa pode ser acessada clicando aqui.

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