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INFLAÇÃO VOLTA A SUBIR NA CIDADE DE VARGINHA EM OUTUBRO


Após quatro meses de deflação e estabilidade, o Índice Municipal de Preços ao Consumidor (IMPC-Unis) da cidade de Varginha, calculado pelo Departamento de Pesquisa do Unis e pelo GEESUL, voltou a apresentar alta, desta vez de 0,88% em outubro comparado com setembro.

Em 12 meses a inflação acumulada na cidade indica alta 9,61%. Tomando por base apenas o ano de 2022 (janeiro a outubro) a elevação é de 8,98%. O IMPC-Unis é um indicador de inflação estruturado em 5 grandes grupos de gastos: Alimentação, Habitação, Transporte, Educação e Comunicação. Tais grupos são compostos por 11 subgrupos e 44 itens que totalizam 503 preços coletados considerando diferentes tipos, marcas e locais na cidade.

O grupo com maior elevação foi alimentação (2,91%) sendo as maiores altas no tomate (49,88%), cebola (16,96%) e alho (9,12%) ocasionadas pela finalização de safras e diminuição da oferta. A queda mais expressiva foi do feijão carioquinha (-3,82%) em razão do período de colheita em algumas regiões do Brasil.

Após diminuições fortes e consecutivas nos últimos meses, o grupo transporte teve alta de 0,80% ocasionada pelas elevações do etanol (5,45%) e gasolina (0,81%) em razão do menor nível de moagem da cana-de-açúcar no Brasil e do aumento do petróleo no mercado internacional. O diesel apresentou queda de -1,13% ainda como consequência da diminuição dos tributos incidentes sobre este produto.

O grupo habitação foi o único a apresentar queda (-1,05%). Os itens de higiene pessoal tiveram alta média de 1,80%. Por outro lado, houve diminuição nos preços médios dos produtos de limpeza residencial (-0,44%), gás de cozinha (-0,39%) e energia elétrica (-0,23%).

Os grupos comunicação e educação mostraram estabilidade nesta pesquisa.

Como previsto em nosso último relatório e também por analistas econômicos e pelo Banco Central, a inflação voltou a subir no mês de outubro após as deflações ocorridas nos meses anteriores. Isso demonstra que a política de diminuição dos tributos sobre combustíveis, energia e comunicação foi importante, mas surtiu efeito apenas no curto prazo e não se disseminou de maneira mais efetiva para os demais produtos, especialmente a alimentação.

Conforme estamos salientando nos últimos relatórios, a dinâmica dos preços continuará sendo muito influenciada por fatores como produção interna, safras dos produtos alimentícios, a demanda externa e a situação das cadeias internacionais de suprimento. Isso reforça a necessidade de outras políticas econômicas que incentivem a produção e disponibilidade interna, ao mesmo tempo que melhore a articulação produtiva internacional a fim de minimizar a inflação neste final de 2022 e no próximo ano.

Confira a pesquisa completa clicando aqui.

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