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SUDOESTE DE MINAS GANHA MARCA TERRITÓRIO PARA FORTALECER IDENTIDADE E O DESENVOLVIMENTO DA CAFEICULTURA

Estratégia promovida pela Associação dos Cafeicultores do Sudoeste do estado e pelo Sebrae Minas pretende valorizar ainda mais o trabalho dos produtores e do café da região

Com produção de 2,6 milhões de sacas de café anuais em um total de mais de 170 mil hectares de área plantada, o Sudoeste de Minas ganha uma marca territorial com o objetivo de enaltecer o trabalho do produtor e posicionar a produção da região no mercado global do café. Em iniciativa conjunta da Associação dos Cafeicultores do Sudoeste de Minas e do Sebrae Minas, a nova identidade visual foi lançada na noite desta terça-feira, dia 30 de maio, no Salão Olímpia Eventos, em Guaxupé, em um evento prestigiado por cerca de 200 convidados, entre autoridades, lideranças e agricultores da região.

Estiveram presentes o vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões, o prefeito de Guaxupé, Heber Hamilton Quintella, o diretor Técnico do Sebrae Minas, Douglas Cabido, o presidente da Associação dos Cafeicultores do Sudoeste de Minas, Fernando Barbosa, e o presidente da Associação dos Municípios da Baixa Mogiana (Amog), Carlos Eduardo Dolabella.

O Sudoeste de Minas se torna a sexta região cafeeira em todo o estado contemplada com o trabalho de diferenciação desenvolvido pelo Sebrae Minas, desde 2010, no que diz respeito ao desenvolvimento local e às estratégias de governança – as outras regiões são o Cerrado Mineiro, a Região das Matas de Minas, a Mantiqueira de Minas, a Chapada de Minas e a Região Vulcânica.

Durante o evento de lançamento da marca território, o vice-governador Mateus Simões lembrou do esforço dos produtores para levar ao mercado um café com alto valor agregado. “Contamos atualmente com uma cadeia produtiva bem organizada. Temos produtores, beneficiadores e exportadores de excelência, o que dá uma certa tranquilidade de que o café da região já é um sucesso. A marca só ajuda a revelar, pelo seu nome, o trabalho de qualidade que todos já fazem há muito tempo no estado, aliando potência e sustentabilidade”, ressaltou.

Em seu discurso, o diretor do Sebrae Minas Douglas Cabido destacou a iniciativa como fundamental para elevar a cafeicultura do Sudoeste de Minas a um novo patamar no mercado. “O café é um dos principais elementos da economia da região. Sabemos da importância do produto para os municípios, e a marca território é mais um elemento para impulsionar o desenvolvimento da região. Neste sentido, o Sebrae Minas tem se mobilizado para contribuir com o crescimento do setor por meio do fortalecimento dos polos produtivos em todo o estado”, afirmou.

Na visão de Fernando Barbosa, os produtores buscarão cada vez mais, a partir da nova identidade, uma cafeicultura inovadora: “É uma noite de muita alegria e celebração, pois nos reunimos para elevar a Região do Sudoeste de Minas como um marco histórico para a cafeicultura. A união de esforços dos produtores e do Sebrae possibilitou a concretização desse momento especial da atividade. Estamos empenhados em buscar uma nova cafeicultura, fomentando a melhoria dos cafés e acreditando sempre na adoção de boas práticas e no talento inovador das pessoas que fazem parte desse território”.

Reconhecimento
Desde 2020, o Sebrae Minas tem trabalhado em parceria com os cafeicultores do Sudoeste de Minas ações para impulsionar a atividade na região como: estudo para a estruturação da marca território, promoção do desenvolvimento da governança setorial regional e a realização de consultorias de boas práticas agrícolas.

Em 2022, foi solicitado ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), o pedido de Indicação Geográfica (IG), na modalidade Indicação de Procedência (IP), um reconhecimento e uma forma de diferenciação para a produção do café na região.

Em alta
Formada por 21 municípios, que somam uma população de 480 mil habitantes, a região do Sudoeste é responsável por 10% na produção de café em todo o estado. De 2010 a 2020, a atividade cafeeira local cresceu 34%, saltando de 3,25 milhões de sacas em 2010 para 4,37 milhões de sacas em 2020. No mesmo período, a produtividade da cafeicultura brasileira cresceu 27%. O valor bruto da produção na região na safra 2020-2021 foi de mais de R$ 2,2 bilhões.

A atividade cafeeira tem uma importante contribuição para o Produto Interno Bruto (PIB) das cidades produtoras, atingindo o valor de R$ 12,2 bilhões, segundo o IBGE (dados de 2020). Em meio a esse rápido avanço, a Associação dos Cafeicultores do Sudoeste foi constituída em 2021 e hoje é composta por 56 produtores com o propósito de unificar os esforços, defender a sustentabilidade e conquistar mercados diferenciados.

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