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UFLA DÁ PASSO ATRÁS AO TENTAR IMPOR HOMENAGEM SEM DIÁLOGO COM SUA COMUNIDADE


Após mais uma desnecessária polêmica envolvendo a Universidade Federal de Lavras (UFLA), a instituição teve que desistir de homenagear o ex-ministro da Agricultura durante o governo militar de Ernesto Giesel, Alysson Paolinelli. Tudo porque o reitor da UFLA levou ao Conselho Universitário da UFLA, órgão máximo consultivo e deliberativo da instituição, presidido pelo próprio dirigente, uma proposta de dar a principal avenida de seu o campus o nome de seu ministro.

A proposta foi imposta em uma pauta de votação do Conselho Universitário (CUNI), que é a sua instância máxima e formado por membros da comunidade acadêmica (servidores técnicos-administrativos, professores e estudantes) e membros da sociedade lavrense, em pleno período de recesso escolar, o que não possibilitou o direito de um assunto de tamanha relevância ser amplamente debatido pela comunidade acadêmica.

A falta do respaldo democrático interno, do debate, levou a ação a figurar negativamente em grandes veículos de comunicação, como o site Metrópoles e até em coluna de jornalista conceituada da Folha de S. Paulo.

Se o assunto tivesse sido levantado com calma, com debates e respaldo pela comunidade acadêmica num todo, a UFLA não precisaria passar essa vergonha, que desagradou ambos os lados das correntes que apoiam a homenagem e das que não apoiam.

Diante de tal polêmica e atropelo, a UFLA teve que desistir de fazer a homenagem, sendo que as entidades ligadas a comunidade acadêmica da instituição que se posicionaram contrárias, devido a falta de consulta e transparência, ainda se submeteram a todo tipo de perseguições, xingamentos e ameaças, inclusive de telefones vindos de Brasília.

Uma polêmica desnecessária, que expôs a própria comunidade acadêmica ao vexame, expôs o próprio nome de quem seria homenageado, dividiu ainda mais a comunidade da UFLA e também expôs a ataques morais e achaques a servidores e entidades que apenas exerceram o direito de discordar desta postura, apequenam uma universidade que é muito maior que cargos e pessoas. Os cargos e as pessoas se vão, porém a instituição permanece e acompanhará, quer queira quer não, a evolução da sociedade brasileira.

Se houvesse a transparência e o diálogo, nada disso terio ocorrido.

*Por Sebastião Filho

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