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ESTUDANTE DE CAXAMBU CRIA CONSOLE PORTÁTIL PARA GAME


Uma visita especial movimentou a Prefeitura de Caxambu na tarde do último dia 4 de abril. O jovem estudante Bryan Lucka Pereira Siqueira, de 13 anos, aluno da Escola Estadual Ruth Martins de Almeida foi recebido pelo prefeito Diogo Curi para apresentar um projeto desenvolvido por ele: a criação de um videogame portátil, totalmente construído a partir de peças de aparelhos eletrônicos descartados.

O aluno estava acompanhado por sua irmã Maysa Pereira Siqueira, pelo professor de Matemática Lucas de Oliveira e pelo vice-diretor da EERMA José Lúcio.

Além de demonstrar como funciona o aparelho, ele contou como surgiu a invenção. Segundo Bryan, tudo começou quando teve a oportunidade de conhecer o Anbernic 505, um game portátil utilizado pelo professor Lucas de Oliveira, que o acompanhou na visita ao Gabinete do Prefeito. Fascinado pelo dispositivo e pelo potencial que ele representava, Bryan fez uma promessa ousada: "Não sabia que tinham portáteis assim que rodavam em Android, vou construir um!".

O sucesso do projeto foi instantâneo. Com um custo aproximado de apenas R$1,00, Bryan utilizou quatro baterias de celulares descartados para alimentar sua criação. Ele soldou essas baterias na placa de um Moto G6 Play irreparável, adicionou um botão de liga/desliga de segurança e um plug de carregamento retirado de um fone sem fio antigo. Tudo foi montado dentro de uma caixa de papelão, que serviu como um estojo improvisado para o dispositivo. Após instalar o sistema operacional compatível com os jogos desejados, Bryan pareou o sistema com um joystick Bluetooth de Xbox. O resultado? Um console portátil sustentável, potente e extremamente acessível.

Batizado de "MotoBoy", uma homenagem à utilização das peças de um Motorola e uma clara referência ao icônico GameBoy da Nintendo, o videogame portátil de Bryan não apenas demonstra sua habilidade técnica, mas também destaca sua consciência ambiental.

A prefeitura irá também iniciar uma campanha de arrecadação do lixo eletrônico, que poderá ser descartado na Secretaria de Obras, ao lado da escola Chapeuzinho Vermelho. Parte do material, como celulares com defeito, notebooks, tablets sem uso entre outros poderão ser deixados naquela local e o Bryan e outros alunos que estarão envolvidos em projetos similares, poderão reutilizar este material.

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