Pular para o conteúdo principal

COMITÊ GESTOR DO DANO MORAL DE BRUMADINHO DESTINA R$ 2,2 MILHÕES PARA APOIAR VÍTIMAS DE DESASTRES NO RS


A quantia de R$ 2,2 milhões será destinada para apoiar as ações sociais e humanitárias no estado do Rio Grande do Sul (RS), pelo Comitê Gestor da verba indenizatória por dano moral coletivo, referente ao caso do rompimento da Barragem na Mina Córrego do Feijão em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). A decisão foi tomada em uma reunião extraordinária, realizada na última sexta-feira, dia 10 de maio, pelos representantes dos órgãos públicos e entidades integrantes do Comitê Gestor.

O montante terá três destinos: R$1 milhão vai para o Fundo para Reconstituição de Bens Lesados (FRBL) do Ministério Público do Rio Grande do Sul, destinado ao apoio das vítimas das enchentes no estado; R$1 milhão para a conta indicada pelo Governo do Estado do Rio Grande do Sul, destinado ao socorro emergencial através do programa "SOS Rio Grande do Sul" e R$200 mil para a Associação dos Familiares de Vítimas e Sobreviventes da Tragédia de Santa Maria.
      
“Essa decisão é mais uma iniciativa do Comitê Gestor em apoio às comunidades afetadas por grandes desastres, reafirmando o compromisso das instituições em promover ações de solidariedade e reconstrução em momentos de crise. As providências administrativas e judiciais para a liberação das destinações aprovadas serão tomadas com a máxima brevidade possível”, informa o representante do MPT no Comitê Gestor, procurador do Trabalho Geraldo Emediato de Souza.
      
Presidida pelo procurador do Trabalho e Coordenador do Grupo Especial de Atuação Finalística (GEAF), Geraldo Emediato de Souza, a reunião contou com a presença da juíza do Trabalho Vivianne Celia Ferreira Ramos Correa, procuradores do Trabalho Aurelio Agostinho Verdade Vieito e Geraldo Emediato de Souza, defensor Público Federal João Márcio Simões, e da representante da Associação dos Familiares de Vítimas e Atingidos do Rompimento da Barragem Mina Córrego do Feijão em Brumadinho (AVABRUM), Josiane de Oliveira Melo.

Sobre o Comitê Gestor do Dano Moral Coletivo - O Comitê Gestor do valor de R$ 400 milhões, pago pela Vale S/A a título de reparação pelo dano moral coletivo em razão do rompimento da barragem da Mina de Córrego do Feijão em Brumadinho, é constituído de representantes do Ministério Público do Trabalho em Minas Gerais (MPT-MG), do Tribunal Regional do Trabalho de Minas Gerais (TRT-MG), da Defensoria Pública da União (DPU) e da Associação dos Familiares de Vítimas e Atingidos do Rompimento da Barragem Mina Córrego Feijão Brumadinho (AVABRUM).
      
O valor total da indenização pelo dano moral na esfera trabalhista, de R$400 milhões, pago integralmente pela Vale S.A, em agosto de 2019, já foi revertido em benefício das diversas comunidades afetadas, ao longo do curso do Rio Paraopeba. Ao todo, foram 128 projetos contemplados. "Agora, estamos contemplando outros projetos com o valor resultante da correção monetária e dos juros acumulados ao longo dos anos”, explica Emediato.
      
Você pode saber mais sobre a atuação do MPT-MG no caso Vale S.A / Brumadinho acessando a Revista Digital "Do Desastre ao Acordo MPT x Vale S.A exclusiva sobre o caso ou a página no site no MPT: Em dia com o caso Vale S.A Brumadinho.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

DE LAVRAS PARA O BRASIL: A TRAJETÓRIA DE UM CIENTISTA QUE TRANSFORMOU FLORESTAS EM LEGADO

Professor titular da UFLA há três décadas, José Roberto Scolforo acumula pesquisas pioneiras, gestão universitária de alto impacto e condecorações máximas do país — e segue com novos projetos no horizonte Há exatamente trinta anos, o professor José Roberto Soares Scolforo chegou à Universidade Federal de Lavras trazendo na bagagem uma sólida formação em Engenharia Florestal e uma vocação incomum: transformar dados de campo em políticas de conservação e produção que atravessassem fronteiras estaduais. Natural de Castelo, no Espírito Santo, Scolforo construiu na cidade mineira a base de uma das carreiras acadêmicas mais prolíficas do país na área de Recursos Florestais — e Lavras, por sua vez, ganhou um pesquisador que ajudou a inscrevê-la no mapa científico nacional e internacional. A produção científica de Scolforo impressiona pelo volume e pela diversidade: são 815 artigos e trabalhos técnicos publicados, 18 livros, 87 capítulos temáticos e 51 softwares registrados no INPI. No campo d...

LAVRAS NA ENCRUZILHADA FISCAL

Reforma Tributária , Isenção do IR e o Desafio de Crescer a Arrecadação Fontes: IBGE , CNM, Salario.com.br/CAGED, Migalhas, Senado Federal, Câmara dos Deputados Com população estimada em 110.682 habitantes em 2025 e orçamento bruto de R$ 523,7 milhões em 2024, Lavras consolidou-se como a quinta maior cidade do Sul de Minas e um polo regional de serviços, educação e logística. Mas um cenário de dupla turbulência tributária — a reforma do sistema fiscal brasileiro e a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda — ameaça comprimir as receitas do município nos próximos anos, exigindo estratégia e diversificação urgentes da arrecadação local. 1. Lavras em números: Uma economia de contrastes Inserida no coração do Sul de Minas Gerais, Lavras é muito mais do que um município de médio porte: é uma capital sub-regional de alta influência, que atrai estudantes, serviços de saúde especializados e fluxo logístico de toda a região. A presença da Universidade Federal de Lavras (UFLA), tran...

PREFEITO SANCIONA LEI DO SILÊNCIO EM LAVRAS

Até gritos de pessoas e barulhos de animais serão enquadrados como perturbação do sossego Lei sancionada por Cherem passa a vigorar a partir do dia 15 de março O prefeito de Lavras, no Sul de Minas, José Cherem (PSD), sancionou a Lei nº 4393, que dispõe sobre a perturbação do sossego.  A nova legislação é fruto do Projeto de Lei (PL) nº 4.393, de autoria dos vereadores Coronel Claret (PSD) e Marcos Possato (PSDC) e recebeu emendas da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara local. O PL 06/2017 foi protocolado no dia 19 de janeiro deste ano na Câmara Municipal e teve tramitação rápida devido ao forte lobby de um pequeno grupo de moradores de classe média alta de uma região da cidade, interessados diretamente na rotina de um grupo de repúblicas. Já no dia 30 de janeiro o projeto foi votado por unanimidade pelos parlamentares lavrenses. De uma pequena parcela interessada em sua aprovação, agora sancionado o projeto passa a afetar toda a sociedade lavrense. A ...