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BRASIL E MINAS GERAIS TIVERAM RESULTADOS ECONÔMICOS OPOSTOS EM JULHO


Indicador de Dinâmica Produtiva (IdP) apresentou resultados diferentes para Brasil e Minas Gerais no mês de julho. A nível nacional ocorreu uma leve expansão, enquanto que no estado mineiro houve recuo. O IdP é um indicador conjuntural calculado mensalmente pelo Grupo de Pesquisas e Estudos Socioeconômicos (GESEc) do Instituto Federal do Sul de Minas (Campus Carmo de Minas), em parceria com o Departamento de Pesquisa do Grupo UNIS e o GEESUL.

No seu cálculo consideram-se os seguintes dados divulgados pelo IBGE: Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), a Pesquisa Industrial Mensal (PIM), a Pesquisa Mensal do Comércio Varejista Ampliado (PMC) e a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), todos com dois meses de defasagem.

A nível Brasil, a dinâmica produtiva brasileira apresentou alta de 0,54% no mês de julho em comparação com junho. Os setores que tiveram elevação foram o agrícola (0,84%) e comércio e serviços (0,79%). No caso deste último, ao decompor o resultado, verifica-se que os serviços avançaram 0,30% e o comércio varejista ampliado 1,31%. Por outro lado, a indústria recuou -0,20% cabendo destacar que desde abril o setor industrial brasileiro tem apresentado estabilidades e quedas, neste último mês influenciado pelas incertezas provocadas pelo anúncio inicial do tarifaço do governo dos Estados Unidos.

Comparando a dinâmica produtiva de julho deste ano com o mesmo mês de 2024, nota-se um leve crescimento de 0,35% na série sem o ajuste sazonal. Para o coordenador da pesquisa, professor Pedro Portugal, “o resultado do IdP em julho pode significar uma melhoria após a queda ocorrida no segundo trimestre, mas não aponta para uma aceleração efetiva da economia nacional. Continua a percepção de que a política monetária contracionista do Banco Central tem assegurado uma desaceleração na dinâmica produtiva brasileira. Isso reforça a noção de que não haverá novas elevações da taxa básica de juros”.

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), que é considerado uma prévia do PIB nacional, apresentou queda de -0,5% no mês de julho, demonstrando uma divergência com o que foi apurado pelo IdP.

No caso de Minas Gerais, a dinâmica produtiva apresentou queda de -0,87%. O único setor a apresentar crescimento foi agrícola (0,36%). Já os setores industrial e de comércio e serviços tiveram quedas, respectivamente, de -2,43% e -0,24%. Decompondo este último setor, é possível averiguar resultados diferenciados, com serviços recuando -0,70% e o comércio varejista ampliado avançando 0,25%. “A economia mineira continua apresentando muitas volatilidades na sua dinâmica, especialmente no que se refere ao comportamento dos setores industrial e de comércio e serviços” afirma o professor Pedro.

As previsões que constavam no relatório anterior se concretizaram plenamente a nível Brasil. As perspectivas apontavam para um crescimento leve provocado pela expansão dos setores agrícola e de comércio e serviços, mesmo com queda na indústria. Mas, para o mês de agosto, as projeções são de queda no indicador a nível nacional e estadual, na melhor das hipóteses uma estabilidade. Segundo o professor “espera-se leve expansão do setor agrícola, mas recuo nos demais setores, especialmente industrial, neste caso em função das taxas de juros e do início da aplicação das tarifas pelo governo Trump”.

Confira a pesquisa completa clicando aqui.

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