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OPERAÇÃO SAÚDE: RELATÓRIO REVELA MELHORA DE 146,6% NA DIVULGAÇÃO DE ESCALAS MÉDICAS

Por outro lado, falhas de gestão e governança interna ainda preocupam. Ausência de auditorias internas para revisão de frequência teve piora de 100%

O Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCEMG) divulgou o Relatório Consolidado da 3ª fase da Auditoria Ordenada da Saúde. Os dados são referentes à revisitação, no início do mês, de 81 hospitais públicos e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) das redes municipal e estadual de saúde.

Durante três dias (4 a 6/11), 54 auditores – divididos em 27 equipes – percorreram cerca de 20 mil quilômetros (distância maior que a de Belo Horizonte a Tóquio, por ex.) para analisar o cenário dos serviços prestados à população em 73 municípios.

A lógica do documento foi a de estabelecer um comparativo entre os dados de 2025 (fase 3) e as informações de 2024 (etapas 1 e 2) da Operação Saúde. O objetivo, conforme o relatório, foi "mapear os benefícios da atuação do Tribunal, bem como os pontos que ainda precisam de atenção".

O confronto de dados - deste ano e do anterior – revelou alguns avanços significativos em áreas consideradas críticas, como atendimento preferencial e gestão de medicamentos controlados, embora ainda persistam importantes fragilidades.

A seguir, confira um breve resumo do que foi encontrado e avaliado.

Melhorias mais significativas
Atendimento à população
Em relação a 2024, a presença de atendimento preferencial cresceu 35,3% (de 34 para 46 unidades), o atendimento ficou mais organizado (melhora de 13,3%) e salas de espera e banheiros estavam em melhores condições. Houve também aumento expressivo (188,24%) da divulgação das especialidades médicas nas entradas das unidades (antes, eram 17; em 2025, 49 disponibilizaram as informações).

Clique na imagem para ampliar gráficos de destaque referentes a Atendimento à População

Controle e presença de profissionais
A transparência das escalas médicas mais que dobrou, passando de 15 para 37 unidades (aumento de 146,6%). A presença efetiva dos médicos também evoluiu em relação ao ano anterior (2,8%).
Controle de infecções e segurança do paciente
Subiram as presenças de Núcleo de Segurança do Paciente (de 63 para 71 unidades) e de seus Planos de Segurança (de 51 para 65 estabelecimentos). A maior parte dos indicadores de Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) permaneceu em níveis elevados.
Armazenamento e gestão de medicamentos
A segurança no armazenamento de medicamentos controlados cresceu 18% e, especificamente, o controle dos medicamentos de alto custo foi o que mais avançou: 86,3% (de 22 unidades, em 2024, para 41 neste ano). A incidência de medicamentos vencidos também caiu (-59%, no comparativo).

Clique na imagem para ampliar gráficos de destaque referentes a Remédios

Estrutura física: melhorias parciais
Houve redução de 33 para 23 no número de pacientes sendo atendidos em corredores (-30,3%), houve evolução na limpeza dos reservatórios (melhora de 14,8%) e ampliação de 75 para 79 unidades quanto ao uso de geradores de energia (5,3%). Acessibilidade também avançou: 9,4% (de 53 para 58 estabelecimentos).

Pioras detectadas
Falhas no controle de gestão e governança interna
Subiu de 10 para 20 o número de unidades sem auditoria interna para revisar ponto/frequência dos profissionais (piora de 100%). Também houve retrocesso quanto à apresentação dos relatórios das Comissões de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH). Eram apenas três unidades em 2024 e, desta vez, foram 14 estabelecimentos sem produzir relatórios.

Fragilidades persistentes no CME
Ainda há 28 unidades sem responsável técnico pelas Centrais de Material Esterilizado (CME), conforme os dados de 2025. Elas representam 34,5% do total de locais vistoriados (81).
Resíduos

Houve piora no abrigo adequado para resíduos (de 7 para 15 unidades). 

Segurança

Outro ponto que chama a atenção é a persistência de um número elevado de unidades que não possuem Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB): 58. O número representa 71,6% do total de espaços fiscalizados (81). 

Para visualizar todos os gráficos e dados, clique aqui e confira o relatório consolidado (PDF).

Próximos passos
Com relação aos reportes feitos para cada município (como ocorreu no Painel de Controle, em tempo real), a coordenação-geral da Fiscalização Ordenada da Saúde reforça que o detalhamento será inserido em um relatório individualizado, ainda a ser produzido e enviado às unidades vistoriadas, por meio de ofício da Presidência do TCEMG.

A área técnica informa, também, que a unidade será considerada informada para tomada de providências apenas quando for encaminhado o ofício. Como os dados estão sendo consolidados, ainda não está fechada data para encaminhamento aos municípios.

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