Pular para o conteúdo principal

VARGINHA: ENTREGA DE MEDICAMENTO ERRADO GERA MULTA DE R$ 12 MIL

A entrega de um medicamento errado colocou em risco a vida de uma menina de 8 anos e o Tribunal de Justiça de Minas Gerais determinou que a farmácia indenize a vítima em R$ 12 mil, por danos morais. O fato aconteceu na cidade de Varginha em 2005. A mãe de L.T.R, que tinha problemas neurológicos, pediu à Drogaria Americana, por telefone, o medicamento Gardenal pediátrico. Um motoboy da farmácia foi até a casa da família, pegou a receita e retornou rapidamente com o medicamento. A mãe deu à filha as 65 gotas prescritas pelo médico e logo a criança começou a se sentir mal, com náusea e sonolência. Analfabeta, a auxiliar de serviços gerais não percebeu que a farmácia tinha mandado o remédio errado. No lugar do Gardenal pediátrico, foi entregue Rivotril. Ao dar as 65 gotas habituais à menina, houve superdosagem.
De acordo com a bula do Rivotril, adultos devem tomar apenas duas gotas. A superdosagem acarreta risco de parada cardiorrespiratória e sintomas como sonolência, confusão, coma e reflexos diminuídos.


Quem percebeu o problema foi uma vizinha. Ela levou a embalagem para sua casa e ligou para uma filha, que coincidentemente trabalhava numa farmácia. Alertada, a vizinha orientou a mãe a levar a menina imediatamente para o hospital. A criança foi submetida à lavagem estomacal, desintoxicação e foi medicada. Passou a noite internada. Foi também a vizinha que instruiu a mãe a chamar a polícia e a registrar boletim de ocorrência relatando o que acontecera. Em primeira instância, a juíza Beatriz da Silva Takamatsu, da 3ª Vara Cível de Varginha, considerou que houve dano à criança e à mãe, que suportou transtorno e sofrimento ao lado da criança.


"O funcionário que não atenta para a entrega de medicamento controlado e a empresa que não fiscaliza o trabalho de seus empregados agem de forma negligente", concluiu a juíza. A farmácia recorreu ao TJ em janeiro passado. O Ministério Público do Estado de Minas Gerais deu parecer favorável à indenização e considerou que a mãe não era culpada. "Não se pode exigir que ela saiba ler ou que conheça as características externas do medicamento, porque este foi encomendado à farmácia com total confiança no serviço", avaliou a procuradora de Justiça Luiza Carelos. A apelação da empresa foi negada pelos três desembargadores da 18ª Câmara Cível de Belo Horizonte. (Agência O Globo)

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

TOMBAMENTO DE CARRETA

Tombou, agora, uma carreta de cerveja na Rodovia Fernão Dias (BR-3821), na pista sentido Belo Horizonte, no km 721, na região de Carmo da Cachoeira. A faixa da esquerda está interditada em os ambos sentidos. No momento, trânsito está fluindo sem lentidão. Motorista sem ferimentos graves. Imagens @transitofernaodias *Por Sebastião Filho 

BOLSONARO CONDENADO

Nesta quinta-feira (11), a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal decidiu, por maioria, condenar os oito réus do Núcleo 1 da ação penal 2668, a trama golpista. A AP 2668 tem como réus os oito integrantes do Núcleo 1 da tentativa de golpe, ou “Núcleo Crucial”, segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR): o deputado federal Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin); o almirante Almir Garnier, ex-comandante da Marinha; Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública do DF; o general Augusto Heleno, ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI); o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro (réu-colaborador); o ex-presidente da República Jair Bolsonaro; o general Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa; e o general da reserva Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil e da Defesa. A acusação envolveu os crimes de tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de E...

20ª PARADA DO ORGULHO LGBT+ ARRASTA MULTIDÃO EM CONTAGEM

No domingo (2/8), a 20ª edição da Parada do Orgulho LGBT+ , que faz parte dos eventos de comemoração do aniversário de Contagem, esteve em grande estilo. Sob o tema “Do Silêncio ao Orgulho: Nossa Voz, Nosso Voto”, a Parada reforçou, mais uma vez, a importância dos direitos LGBT+ e a diversidade no município. A concentração foi na Praça da Glória, que estava preparada com um palco e contou com diversos shows, apresentadores e desfiles. Além disso, a Casa dos Direitos Humanos e o Núcleo LGBT montaram uma tenda, oferecendo suporte e conscientizando à população, dando total apoio no evento. Além de um evento cultural, a Parada LGBT+ é também um evento político. Nesse sentido, foi destacada a importância da Parada LGBT+ de Contagem, principalmente por ser um movimento de resistência, de ocupação das ruas e de se fazer homenagens. Dentre as homenageadas esteve Maria Eduarda Campos, de 22 anos. Ela é professora e foi demitida de uma escola particular de Contagem após familiares descobrirem...