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PRESOS REALIZAM ESTA SEMANA PROVAS DO EXAME NACIONAL DO ENSINO MÉDIO

“Tenho lido de três a quatro livros por semana, e me envolvo tanto com as obras, especialmente as de literatura, que às vezes viro personagem na minha imaginação.” É desta forma que Bruno Marques dos Santos, 30 anos, que cumpre pena há seis anos na Penitenciária José Maria Alkimin, em Ribeirão das Neves, Região Metropolitana de Belo Horizonte, conta sobre sua dedicação aos estudos para prestar as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

O detento é um dos 3.141 inscritos em Minas Gerais na segunda edição do Enem Prisional a ser realizado em todos os estados do país e no Distrito Federal. O número é quase quatro vezes maior que no ano passado, quando 795 presos de 43 unidades prisionais se inscreveram para prestar o exame, enquanto este ano participam 95.

A Penitenciária José Maria Alkimin ocupa o segundo lugar no estado em números de inscritos com 160 candidatos, enquanto a Penitenciária de Três Corações atingiu o número de 181. A diretora de ensino e profissionalização, Sandra Regina Lopo Madureira, explica que o Enem resolve a situação de quem não tem como comprovar a escolaridade e ainda possibilita concorrer a bolsas do Programa Universidade para Todos (ProUni). “A prova do Enem prisional é tão difícil quanto a do Enem regular e só passa quem é bom mesmo”, destaca a diretora.

O responsável pelo exame em todo o país é o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) do Ministério da Educação, em parceria com o Departamento Penitenciário Nacional (Depen) do Ministério da Justiça.

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