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DILMA INAUGURA MUSEU DE CONGONHAS


“Preservar a história é fortalecer a cultura, a cidadania e o Estado Democrático de Direito. Dessa forma, pode-se resguardar a identidade de uma nação, de um povo, mantendo viva a consciência do seu passado e, assim, do seu presente ou de si mesmo. Quem reconhece a sua história sabe de sua importância e do seu poder para arquitetar o futuro.” 

Dessa forma, o governador em exercício, presidente do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), desembargador Pedro Bitencourt Marcondes, iniciou seu discurso durante a inauguração do Museu de Congonhas em sítio do patrimônio mundial. 

O Museu de Congonhas está localizado no sítio histórico do Santuário do Bom Jesus de Matosinhos, onde se encontra a obra-prima do escultor Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho. Desde 1985, o sítio tem o título de Patrimônio Cultural Mundial. 

O governador em exercício acompanhou a presidente da República, Dilma Rousseff (PT), juntamente com sua comitiva. De acordo com a presidente da República, o museu de Congonhas é um sonho que levou 12 anos para se realizar. Foi o esforço de muitas pessoas e, sobretudo, é resultado da grande capacidade de superar obstáculos, dificuldades e desafios. 

“É algo extremamente importante para a cidade, a região, o País. Quando participamos dessa inauguração, estamos abrindo um caminho de muitas oportunidades para a cidade", disse.

A inauguração do museu integra as comemorações dos 30 anos do título e dos 70 anos de existência da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO, no Brasil), que organiza o evento junto com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e a prefeitura de Congonhas.

O governador em exercício, desembargador Bitencourt Marcondes, lembrou que, no museu recém-inaugurado, “estão resguardadas obras que documentam uma época e que, sem sombra de dúvida, têm grande valor artístico e cultural, são motivo de orgulho para Minas e para o Brasil”.

E enfatizou que o povo mineiro só tem a agradecer ao Governo Federal e à presidente pela determinação em investir no patrimônio cultural brasileiro. Também prestou homenagem ao governador de Minas, Fernando Pimentel, “empenhado no desenvolvimento do estado”.

Destacou, ainda, ser fundamental a parceria entre os Poderes Executivo, Judiciário e Legislativo, com a adesão dos líderes da iniciativa privada e das comunidades – e a vigilância do cidadão –, para se alcançar as soluções para os municípios, para o estado e para o País.

Visita ao museu
A presidente Dilma visitou as dependências do prédio, que reúne mais de 300 peças sacras históricas. Na chegada, a presidente recebeu informações sobre o novo museu. 

Ela estava acompanhada do ministro da Cultura, Juca Ferreira, da presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Jurema de Souza Machado, do representante permanente da Unesco no Brasil, Lucien Muñoz, do governador em exercício de Minas Gerais, desembargador Bitencourt Marcondes, do prefeito de Congonhas, José de Freitas Cordeiro, e de outras autoridades e políticos. Eles visitaram salas do novo museu.

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