sexta-feira, 10 de novembro de 2017

VEREADORES QUEREM PUNIÇÃO PARA COPASA

 Foram apresentados casos de aumento de mais de 100% o valor da conta de um ano para o outro
Presidente da Câmara de Três Corações, vereador Maurício Gadbem

O presidente da Câmara de Vereadores de Três Corações, Maurício Gadbem, e mais de 20 presidentes de Câmaras mineiras, se reuniram em Pouso Alegre, no Sul de Minas, nesta quarta-feira, 8, para discutir a realidade do serviço prestado pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de Minas Gerais (Copasa) nos municípios. Eles representam uma população de cerca de 1 milhão de pessoas.

Muitos foram os depoimentos sobre cidades em que a Copasa cobra pelo tratamento de esgoto, mas não realiza. 

Além disto, foram apresentados casos de aumento de mais de 100% o valor da conta de um ano para o outro, reclamações sobre despejo de esgoto sem tratamento em diversos rios que abastecem municípios e queixas sobre obras de saneamento que deixam asfalto sem reparos, entre outras insatisfações.

Maurício Gadbem falou aos vereadores sobre a importância de eles se organizarem para cobrar firmemente, como representantes do povo e do poder legislativo, soluções para os problemas que se arrastam há anos. 


Em Três Corações, a Câmara Municipal da cidade abriu uma Comissão Especial de Inquérito (CPI) para averiguar toda a documentação do contrato da Copasa com a Prefeitura. 

“Queremos analisar todos os tópicos do contrato. Não é de hoje que enfrentamos sérios problemas no cumprimento das normas da Copasa em Três Corações. Abrimos uma CPI tendo como base o excelente trabalho feito pela Comissão de Pouso Alegre”, disse o presidente do Legislativo de Três Corações, Maurício Gadbem.

Ao fim do encontro, os presidentes formaram uma Comissão para unir forças. A ideia é ir em comitiva à Assembleia Legislativa de Minas (ALMG) em audiência com os deputados para cobrar ações efetivas que resultem em melhorias nos serviços prestados pela Copasa.  

Para o presidente da Câmara de Pouso Alegre, Adriano da Farmácia é de extrema relevância a cidade ser a primeira a sediar o encontro do Movimento Regional de Presidentes de Câmaras Municipais. 

A Comissão de Estudos da Câmara Municipal de Pouso Alegre criada para analisar a cobrança da taxa de esgoto praticada pela Copasa no município, que teve duração de 180 dias e após inúmeras investigações e pesquisas apontou irregularidades nos serviços prestados pela empresa gerou grande repercussão estadual. 

Os vereadores integrantes da Comissão, Oliveira Altair (presidente), Leandro Morais (relator), Rodrigo Modesto (secretário), Wilson Tadeu Lopes (membro) e Campanha (membro) apontaram no relatório final irregularidades no serviço, como por exemplo o não cumprimento do tratamento de esgoto do município.

“Foi por meio desta Comissão de Estudos da Copasa de Pouso Alegre que surgiu a ideia de unir os municípios da região para ter mais força e assim exigirmos que a Copasa cumpra o seu contrato e ofereça um serviço digno e de qualidade para toda população”, disse.

Problemas com o não cumprimento do contrato entre Copasa e município é relatado pelo presidente da Câmara Municipal de Caxambu, vereador Marcos Alves (PSDB), que enfrenta sérios problemas com a empresa na cidade. “A Copasa não cumpre o seu contrato e agora estamos perto da renovação de sua permanência em Caxambu. Vamos colher experiências dos colegas e exigir que a estatal cumpra o combinado em nosso município. Também temos sérios desacordos com a cobrança da taxa de esgoto”, disse.

Depois de apresentarem a realidade de seus municípios, os presidentes das Câmaras elegeram um grupo executivo para conduzir os trabalhos. Maurício Gadbem integra o grupo, que definiu que a próxima reunião geral dos presidentes será em Três Corações. 

Na ocasião, eles apresentarão ao Ministério Público um diagnóstico de problemas enfrentados pelas cidades e pedirão medidas legais contra a empresa.

2 comentários:

Flaviano Cruz disse...

É uma vergonha essa copasa.
Cobrar uma taxa absurda, por um trabalho não executado.

Claudio Couto disse...

Na ponte da rodoviária pode se percebe o tratamento de esgoto, aliás o não tratamento de esgoto onde é para ser um exemplo, o esgoto está sendo despejado no rio verde isto acontece atrás do Hotel Alvorada. Aí dá pra ver o serviço prestado em nossa cidade. A população não aguenta mais taxas. Nos pagamos para construir com a taxa e querem cobrar mais 100%, onde está o investimento desta empresa sendo quem está investindo e a população a muitos anos.