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CALOTE: GOVERNO DO ESTADO DEVE R$25 MILHÕES PARA A SAÚDE DE BARBACENA


O Governo do Estado de Minas Gerais acumulou, neste final de ano, uma dívida de R$ 25 milhões com a saúde pública de Barbacena, nas Vertentes. 

Em reunião no último dia 22, o secretário municipal de Saúde, José Orleans da Costa, demonstrou preocupação com a falta de pagamento, já que vários serviços gerenciados pela Prefeitura de Barbacena contam com recursos estaduais.

Com a aprovação pela Assembleia Legislativa de emenda do Governo do Estado de quitar o que deve à saúde apenas com o acerto de contas da Lei Kandir, segundo o secretário de Saúde, o Estado oficializou o calote e não vai pagar aos municípios. 

"É uma lei que depende da aprovação do Congresso Nacional. O governo Temer não vai aceitar com facilidade que todos os Estados façam a compensação pela perda de ICMS desde 1996. Se fizer isso, provavelmente a União quebra.  É uma obrigação do Estado, segundo a Constituição Federal, investir 12% do orçamento na saúde, o que não está sendo cumprido", afirma.

Dos R$ 25 milhões em dívidas, R$ 2,6 milhões são de 2015, R$ 9,3 milhões de 2016 e R$ 13,2 milhões de 2017. Só na Atenção Primária, o valor é na ordem de R$ 4 milhões; já aos hospitais, que atendem à média e alta complexidade, é ainda maior: R$ 19 milhões.

"Mesmo com todas as dificuldades, Barbacena tem gerenciado a saúde com recursos do próprio Município, da União e tentando bancar o que o Estado não faz. Mas o Município não tem condições de assumir inteiramente uma responsabilidade que não é dele. Vamos ter que nos debruçar sobre o orçamento e priorizar aquilo que é mais importante para a população. Desde 2015, o governo de Fernando Pimentel tem feito um desmonte na saúde; é uma irresponsabilidade também dos deputados que votaram a favor do calote. A saúde é a área mais sensível e esse tipo de decisão atinge sobretudo os mais pobres", disse José Orleans.

De acordo com a prefeitura de Barbacena, na área social, o Governo do Estado também tem sido ausente: deve quase R$ 300 mil, mas o Governo Federal tem compensado e a pasta tem se mantido com recursos da União e do município.

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