Pular para o conteúdo principal

CANDEIAS SE EMPENHA NA PROTEÇÃO À MULHER

Ação cidadã na comarca busca prevenção, combate e conscientização
 Evento teve programação variada e abrangente

O frio dos últimos dias não assustou a comunidade de Candeias, região Centro-Sul de Minas. A equipe do Judiciário da cidade trabalhou até no fim de semana para promover evento voltado para a reflexão sobre a violência doméstica e familiar, a defesa e a valorização das mulheres.

O acontecimento, que lotou a praça central da cidade em 9 de julho, contou com a adesão do juiz, de servidores e estagiários do Fórum.

Foram ações de promoção à saúde, orientações sociais, exposições, apresentações artísticas e culturais e atividades de prevenção de agressões e da discriminação contra meninas e mulheres.

Com abordagens individuais e em grupo, a população também recebeu orientações gerais sobre a Lei 11.340, a Lei Maria da Penha, as formas de violência e os canais de comunicação e de atendimento às vítimas de violência doméstica na comarca.

Para o juiz Leonardo Guimarães Moreira, a iniciativa foi “extremamente produtiva”, pois conseguiu levar às pessoas, durante um momento de descontração em família e com os amigos, um tema relevante e grave, “que, infelizmente, é tão presente na nossa comunidade”.

Parcerias com escolas e equipamentos municipais mostram fortalecimento da rede

Além de titular da Vara Criminal e da Infância e da Juventude de Campo Belo, o magistrado responde por Candeias e integra a Coordenadoria da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Comsiv), órgão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) responsável por fomentar e coordenar as políticas de proteção desse público.

“Sabemos que o fenômeno da violência de gênero atinge não só as mulheres, mas também os maridos, companheiros e, principalmente, os filhos. E ações de cidadania como essas são fundamentais para superarmos a cultura patriarcal e machista que impera na nossa sociedade, incentivando a denúncia dos casos de violência doméstica e familiar contra a mulher”, argumenta o juiz.

Segundo o magistrado, o evento procurou oferecer caminhos para que a população se envolva, coletivamente, na transformação da realidade local. “A mulher não pode se omitir. Ela deve denunciar, pois a palavra da vítima nos casos de violência doméstica é muito importante para a eventual condenação do agressor”, defendeu.

Como prova do comprometimento da comunidade, o juiz destacou os programas desenvolvidos pelas escolas públicas da zona rural de Candeias, que incluem ações de prevenção e de incentivo à igualdade de gênero, levando aos alunos e a suas famílias a cultura da paz em casa.

“Esse tema também vem sendo muito trabalhado pelas equipes de saúde da família e nos Centros de Referência de Assistência Social de Candeias. São abordadas situações que favorecem a ocorrência da violência doméstica, como o uso abusivo de álcool e drogas, e realizadas ações de fortalecimento dos vínculos familiares”, conta.

O magistrado avalia que, com essa proposta, foi alcançado o objetivo de esclarecimento e conscientização: “A comarca mostra aos cidadãos que a mulher que sofre violência doméstica não está sozinha, que ela pode ter a coragem de denunciar e contar com a atuação e firme e rápida do Poder Judiciário e da rede de proteção do município.”

com assessoria

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

VARGINHA COMEMORA AVANÇO NA CONCESSÃO DO CORREDOR FERROVIÁRIO MINAS-RIO

Varginha celebra um importante avanço para o futuro da infraestrutura ferroviária da região. A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) aprovou, na última quinta-feira (27/8), a versão definitiva do edital de concessão do Corredor Ferroviário Minas-Rio, que possui cerca de 733 quilômetros de extensão atualmente operados pela Ferrovia Centro-Atlântica (FCA). A concessão prevê a divisão do corredor em dois lotes. Um deles compreende o trecho entre Iguatama (MG) e Barra Mansa (RJ), incluindo o ramal ferroviário entre Varginha e Lavras, o que representa uma perspectiva importante para o município e para toda a região do Sul de Minas. O segundo lote contempla o trecho entre Barra Mansa e Angra dos Reis, no Rio de Janeiro. Pelo modelo de concessão, o futuro operador será responsável pela manutenção, recuperação e modernização da infraestrutura ferroviária. Também deverá apresentar, no prazo de até dois anos, um plano de recapacitação da ferrovia Para Varginha, a medida é vista com e...

POÇOS DE CALDAS AVANÇA NA ORGANIZAÇÃO DO ECOSSISTEMA LOCAL DE INOVAÇÃO

Desenvolvido com apoio do Sebrae Minas, plano de ação reúne empresas, instituições e poder público para definir iniciativas e fortalecer oportunidades de inovação O Sebrae Minas apoiou, na última sexta-feira (28), o lançamento do Plano de Ação do Ecossistema Local de Inovação (ELI) de Poços de Caldas, no Sul do estado. Apresentado no Centro Administrativo, o documento define prioridades para fortalecer a inovação no município e ampliar a conexão entre empresas, instituições de ensino e pesquisa, ambientes de inovação e poder público. Cerca de 40 representantes participaram do encontro. A proposta é aproveitar melhor as competências e estruturas já existentes na cidade, estimulando parcerias e novas oportunidades de negócios. O plano também orienta os próximos passos do ecossistema, com ações voltadas à integração dos diferentes atores e ao desenvolvimento de soluções para o território. Diagnóstico e oportunidades A primeira etapa do trabalho foi conhecer melhor o ambiente de inovação d...

TRF6 CONDENA SAMARCO E TRÊS-GERENTES POR ROMPIMENTO DE BARRAGEM EM MARIANA

Decisão atende parcialmente a recurso do MPF ao absolver ex-diretor presidente da empresa, diretor operacional, engenheiro e outras 3 empresas rés A 2ª Turma do Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF6) acolheu parcialmente o recurso do Ministério Público Federal (MPF) e condenou a empresa Samarco Mineração S.A. e três de seus ex-gerentes pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG),  ocorrido em 5 de novembro de 2015. A decisão colegiada e unânime reformou a sentença de primeira instância de 2024, que havia absolvido os réus. Os ex-dirigentes e técnicos foram responsabilizados pelo crime de provocar inundação com resultado morte, além de condenação por crimes ambientais. A empresa foi penalizada com multa penal de mais de R$ 6 milhões, repasse de R$ 1 milhão ao Fundo Nacional do Meio Ambiente e proibição de contratar com o poder público por dez anos. O procurador regional da República Darlan Airton Dias destacou a importância de ter sido revertida a decisão anterior ...