O Encontro de Organização do PCdoB ocorrido em São Paulo deixou claro dois dos maiores desafios do PCdoB para os próximos anos: assimilar o crescimento experimentado recentemente e organizar o partido aprimorando a ligação entre as bases e as direções, levando em conta as disparidades regionais. Os relatos dos dirigentes estaduais mostraram que há dificuldades a serem enfrentadas mesmo onde o partido tem acumulado melhor desempenho – como o Nordeste. No entanto, a reunião realizada na sede-escola do PCdoB em São Paulo entre os secretários de Organização também demonstrou o quanto o partido evoluiu numericamente e qualitativamente, despontando como força política respeitada de Norte a Sul do país. Dosar o sucesso e a necessidade de mudanças é um ponto que deverá permear o trabalho das direções estaduais.A indicação dada pela secretaria nacional de Organização de se investir nas candidaturas à Câmara Federal em 2010 é correta, conforme avaliação de Richard Romano, secretário em Minas Gerais. “A partir de segunda-feira, começaremos a desenvolver um projeto de chapa própria para tentarmos alcançar dois deputados federais e três estaduais”, explicou. “Faremos um estudo interno para saber de onde deslocar as peças deste tabuleiro e trazer novos atores que se fortaleceram nestas eleições e podem figurar nas candidaturas de 2010”. O PCdoB no estado ainda aumentou em 70% o número de parlamentares e em 50% a quantidade de votos. “O desafio agora é consolidar o trabalho em 60 cidades com mais de 50 mil habitantes e focar nossas ações na implementação das coordenações macro-regionais”, disse. Romano lembrou ainda que “os comunistas vão compor 70 administrações municipais, entre elas nas cidades de Pouso Alegre, Varginha, Lavras, Governador Valadares, Betim, Contagem, Teófilo Otoni e Ipatinga, que são cidades-pólo”. No caso de Lavras, o PCdoB conseguiu eleger o vereador Júlio de Melo.
A deputada estadual Tânia Soares - foto - (PCdoB-SE) destacou o trabalho que tem sido feito pelos comunistas juntos aos trabalhadores, estudantes e comunidades carentes. “A estrutura partidária é importante, mas temos de investir muito também na política e na inserção nos movimentos sociais”, avalia. Segundo Tânia, “hoje temos um partido em Sergipe que participa da política no mesmo nível dos outros, é um partido que tem o que dizer e que é ouvido. O que falamos tem muita importância”.
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