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DANIELA FORESTI PRODUZ JOIAS AUTORAIS CONTADORAS DE HISTÓRIAS










Verdadeiras obras de arte. Assim são as joias autorais de Daniela Foresti (DF). Além de encher a vista com uma beleza inusitada - característica das criações da designer mineira – cada peça possui singularidade e conta uma história. Essas particularidades são possíveis porque Daniela se mantém longe do calendário e da transitoriedade da moda. Suas produções são atemporais e, praticamente, eternas porque estão mais para o mundo das artes plásticas do que para o cenário fashion.

A prata é o material preferido da artista para suas produções. Ela diz preferir manuseá-la devido à maleabilidade, luminosidade e à própria energia desse metal. Desde que se tornou joalheira, em 1986, DF fez cerca de 10 coleções, participou de uma série de exposições, mas tudo a seu tempo. “Minhas joias têm muito de mim, das coisas que penso, das coisas que conheço”, explica a designer. Daniela não abre mão de respeitar o seu processo criativo que demanda tempo porque requer muita pesquisa e refações para garantir originalidade e singularidade de suas criações. Eis aí seu maior diferencial: peças praticamente exclusivas (cada modelo não chega a 10 reproduções) com assinatura e design fora do comum.

Joalheria de significado I DF também trabalha com a joalheria de significado. Ela produz peças exclusivas a partir da data e hora de nascimento de cada pessoa. Através do cálculo da carta de gestação, a designer faz um desenho especial para cada pessoa. São amuletos personalizados que funcionam como escudo de proteção.

Joalheria com história - Principais coleções 
Fauna e Flora – primeira coleção da designer tem muito de seu olhar de bióloga. Inspiradas na natureza, as peças são orgânicas nas formas. Flores, folhas, árvores e animais são motivos de joias ímpares e singulares.

Matisse, Amor à Dança – trata-se de uma coleção que celebra a alegria de viver ao movimento da música. Anéis, brincos, colares, pingentes e pulseiras trazem coreografias inspiradas no quadro “A dança”, de Henri Matisse.

Oceano – a artista imaginou o encontro entre Netuno e Iemanjá. Daí, surgiram peças com pérolas, que simulam ondas, conchas, animais marinhos.

O Labirinto –
ao reler livros que tratam da mitologia grega, a designer constrói peças que reproduzem labirintos, como os habitados, na lenda, pelo minotauro.

Poesia para o corpo - Uma homenagem aos poetas. São colares que vêm com um poema literalmente escrito. Esta coleção está em constante construção. Por ora, Daniela criou dois colares o de Gertrud Stein com a emblemática frase “A rose is a rose is a rose and is a rose” e o de Manoel de Barros, com o trecho de uma poesia “Lugar sem comportamento é o coração”.

Mais sobre a designer I Daniela Foresti é formada em Biologia, mas não chegou a exercer a profissão. Assim que saiu da universidade, passou uns tempos em Londres. Lá se apaixonou pela joalheria e fez um curso básico sobre a arte. Ao voltar para o Brasil, fez aulas no atelier do Márcio Mattar e da Silvia Lima, no Rio, e encontrou o caminho que queria seguir: a joalheria artesanal. Há 26 anos possui um ateliê, chamado de oficina de fogo. A oficina a acompanhou pelas cidades onde morou e em sua terra natal de Daniela, Varginha em Minas Gerais, para onde voltou há 11 anos.
com reportagem fotográfica de Still – Micheli Picheli e da designer – Chris Vallias

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