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CASO ELIZA: MACARRÃO É OUVIDO E NEGA PARTICIPAÇÃO NO CRIME

Após a leitura de partes do processo criminal, solicitada pela defesa de Fernanda Gomes, teve início o interrogatório do acusado Luiz Henrique Romão (o macarrão), ontem, quarta-feia, 21. Ele foi ouvido perante o Conselho de Sentença. Macarrão disse que levou Eliza Samúdio, juntamente com o então menor, Jorge, a pedido do goleiro Bruno Fernandes, à região da Pampulha, em Belo Horizonte. Segundo ele, ela teria entrado em um pálio escuro. Posteriormente, ele retornou ao sítio do goleiro Bruno.

Em seu depoimento, Macarrão disse que, quando Bruno o pediu para levar Eliza Samúdio à região da Pampulha “pressentia que algo de ruim iria acontecer a ela”. Macarrão disse que passou a trabalhar com Bruno Fernandes no Rio de Janeiro em 2010. Ele afirmou que trabalhava para o goleiro como um administrador, “fazia de tudo, cuidava da casa, dirigia o carro e pagava as contas”. Antes, em 2008, Macarrão auxiliou Bruno a construir uma casa em um sítio comprado por Bruno.

Segundo Macarrão, Bruno teria conhecido Eliza Samúdio em uma festa promovida por um atleta do Flamengo. O goleiro teria dito a Macarrão que Eliza Samúdio teria ficado grávida nessa festa.  Criou-se uma relação entre Macarrão e Eliza Samúdio para o envio de uma pensão no valor de R$ 3 mil. Neste período, Bruno convivia com inúmeras dívidas devido à falta de pagamento de salários por parte do time do Flamengo.

Na noite do 4 de junho de 2010, Macarrão teria ido a um restaurante com o então menor Jorge. Neste local encontraram Eliza Samúdio. Ela teria pedido emprestado R$1,5 mil.  Após este encontro, Macarrão e o menor teriam levado Eliza ao flat. No caminho, houve uma discussão, já que o menor estaria um “pouco alterado”. Ao chegarem ao flat, o menor teria dado uma cotovelada em Eliza Samúdio, o que teria provocado nela sangramento no nariz. Macarrão estaria dirigindo a Land Rover de Bruno.
 
Macarrão levou Eliza para uma casa situada no bairro Recreio, no RJ, com consentimento de Eliza. Ele, por receio de deixar Eliza ficar sozinha com o menor, teria ligado para Fernanda Gomes. Macarrão ainda afirmou que, em nenhum momento, Eliza teria recebido uma “coronhada” na cabeça.

Macarrão disse que, por consentimento, Elisa, aceitou vir para Belo Horizonte para resolverem valores relacionados ao pagamento de uma pensão. "Ela que quis viajar com a gente", disse. Vieram para Belo Horizonte em dois carros, além dele, Bruno, Eliza, o filho dela e o então menor Jorge e Fernanda Gomes.

Depois de ficarem em motel, se dirigiram ao sítio do goleiro Bruno. Macarrão disse que pagou o motel e foram para o sítio. Depois teriam ido a um campo de futebol, inclusive, com a presença de Eliza. Bruno teria apresentado a várias pessoas Bruninho como filho dele. Após o jogo, antes de voltar ao sítio, eles passaram por um bar. Ao chegar ao sítio, Macarrão teria pedido à caseira para preparar um quarto para Eliza e seu filho.

Houve uma festa. Macarrão teria chamado algumas amigas para irem para o sítio. Nesta madrugada, Fernanda teria dormido com Bruno no sítio, Eliza no quarto da churrasqueira, além de Macarrão, Sérgio, Elenilson e Wemerson. Macarrão disse que recebia muitas ligações telefônicas, entre elas, uma que procura o Bruno com muita insistência. Macarrão afirmou que Bruno teria pedido a ele para levar Eliza a um determinado local em frente à toca da raposa. Segundo Macarrão, ele para ele deixá-la próximo à Toca da Raposa e que haveria uma pessoa esperando por ela neste local.

Macarrão disse que havia dito a Bruno que tomasse cuidado com o que ira acontecer, que pensasse nas conseqüências do que ele iria fazer. Ele temia que ele, Macarrão, fosse considerado o culpado pelas consequencias dos atos do Bruno. Macarrão disse que estava pressentindo que iria levar Eliza para morrer. Macarrão disse que ele e o então menor, Jorge, levaram Eliza ao local combinado. Na Toca, uma pessoa abriu a porta de um pálio preto e saiu com a Eliza. Macarrão disse que não viu quem havia saído com Eliza.

Macarrão disse que Eliza saiu voluntariamente de seu carro. Ele saiu imediatamente do local, juntamente o menor.  Eles (Macarrão e o menor) foram diretamente para o sítio de Bruno. Ele disse que, após chegar ao sítio, entrou num ônibus que espera por ele. Macarrão teria dito a Bruno o que aconteceu. Recebeu como resposta: “Está tudo tranqüilo”.
 
Macarrão disse que tinha um ônibus que o esperava e que viajou "apavorado" no banco da frente, longe da bagunça do ônibus. Macarrão afirmou não saber se a pessoa que falou por telefone com Bruno é a mesma pessoa que estava no Palio preto. "Pode ser, por toda situação". Houve a fase de perguntas feitas pelo promotor Henry Vasconcelos, advogados de assistência à acusação e defesa. A magistrada marcou o reinício do julgamento para esta quinta-feira, 22 de novembro, às 13h30.
 Assessoria de Comunicação Institucional do TJMG

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