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LAVRENSE É PRESO NO DISTRITO FEDERAL

Paulo Octávio, e a mulher Anna Christina, neta de JK.
Nascido em Lavras, ele vive em Brasília desde os 12 anos 
O ex-vice-governador do Distrito Federal (DF), Paulo Octávio Alves Pereira (PP), foi preso na noite desta segunda-feira, 2, em Brasília. Segundo informações da Polícia Civil do Distrito Federal, Paulo Octávio, que é natural de Lavras, no Sul de Minas, era alvo da Operação Atrio e foi detido após corromper funcionários públicos que expediam alvarás para seus prédios. 

O Grupo de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do DF (Gaeco) e promotores criminais de Taguatinga cumpriram o mandado de prisão expedido pelo juiz Wagno Antônio de Sousa, da 2ª Vara Criminal de Taguatinga. Paulo Octávio é um dos maiores empresários do ramo imobiliário de Brasília. Segundo o G1, Octávio foi preso num dos hotéis dele, no centro da capital federal, onde estão hospedados integrantes do alto escalão da FIFA.

A liberação dos documentos envolve, segundo as investigações, empreendimentos imobiliários no DF. A investigação, iniciada em 2011, resultou na prisão temporária do administrador de Águas Claras, Carlos Sidney de Oliveira, e do de Taguatinga, Carlos Alberto Jales.

Paulo Octavio foi levado inicialmente para a carceragem da Divisão Especial de Repressão ao Crime Organizado (Deco), localizada no Setor de Indústria e Abastecimento (SIA). De lá, ele foi transferido para o Departamento de Polícia Especializada (DPE), localizado próximo ao Parque da Cidade.

Segundo Freiria, por também ser advogado, Paulo Octavio tem direito a permanecer numa cela do Estado-Maior da Polícia Militar, reservada a oficiais das Forças Armadas e pessoas com curso superior. O advogado informou que iria pedir a transferência do político ainda durante a madrugada.

Paulo Octavio responde a sete ações na Justiça pelos crimes de organização criminosa, falsidade ideológica e corrupção ativa e passiva. Ele também é réu no mensalão do DEM, uposto esquema de pagamento de propina que envolveu o ex-governador José Roberto Arruda (PR), deputados distritais, empresários e membros do Ministério Público.

O escândalo acabou levando à renúncia de Arruda e depois a de Paulo Octavio do governo do Distrito Federal. De acordo com o Ministério Público Federal, os desvios de verbas públicas chegaram a R$ 110 milhões. Em uma das denúncias, desmembradas em 17 ações, o MP pede a devolução de R$ 739,5 milhões, corrigidos e com multas, aos cofres públicos. Paulo Octavio governou o Distrito Federal em fevereiro de 2011. Foram 12 dias no cargo, em substituição ao então governador José Roberto Arruda (PR), que renunciou por causa do escândalo do mensalão do DEM. Ele também foi deputado e senador pelo Distrito Federal.

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