Pular para o conteúdo principal

UNIFEI TEVE CORTE DE R$7 MILHÕES EM RECURSOS


Em nota apresenta à comunidade acadêmica da Universidade Federal de Alfenas (UNIFEI), bem como à sociedade em geral, o reitor professor Dagoberto Alves de Almeida fez um balanço da sua gestão, a qual se iniciou em novembro de 2012, além de comunicar as ações em curso para minimizar o impacto decorrente do atual cenário de contingenciamento orçamentário.

Segundo a nota do reitor, universidade pública federal brasileira passou por um expressivo e auspicioso período de inédita abundância de recursos financeiros. Esse formidável programa abrangeu o período de 2007 a 2012 e é conhecido como Reestruturação e Expansão das Universidades Públicas (Reuni). No entanto, várias instituições, entre elas a UNIFEI, possuem ainda um conjunto de obras e ações em andamento que precisam ser concretizadas. 

Desde 2012 já havia sinais claros de que os recursos estavam decrescendo e que seria necessário rigor gerencial para que uso mais racional e efetivo dos mesmos. Assim, a presente administração da UNIFEI tem empreendido um ritmo frenético de trabalho para dar continuidade e dinamizar obras e ações variadas de tal forma a atender adequadamente nossa comunidade acadêmica nos 34 cursos dos campi de Itajubá e Itabira.

As ações racionalizadoras e de cortes de custeio exigidas pelo Decreto nº 8.389 de 7 de janeiro de 2015, em face da política adotada pelos Ministérios do Planejamento, Orçamento e Gestão e da Fazenda são necessárias para cumprimento da meta fiscal prevista pela Lei de Diretrizes Orçamentárias (LOA).

Contudo, destaca-se que apesar do Decreto mencionado ser válido até a aprovação da LOA, nós da UNIFEI, como medida de prudência, procuramos trabalhar com o cenário de que este contingenciamento se estenda ao longo do ano após a aprovação do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA).

"Esse difícil momento que o país atravessa nos afeta na medida em que o MEC foi à pasta mais afetada em termos absolutos, ficando sujeito a um corte de cerca de R$7 bilhões. Contudo, sob a égide da cautela esta administração trabalha com um cenário tal que não crie expectativas que não possam ser cumpridas. Obviamente, esperamos que a aprovação do orçamento, prevista para ocorrer nas próximas semanas, possa reverter ou, pelo menos, amenizar a situação de dificuldades que todas as instituições federais de ensino superior ora atravessam", destaca o dirigente.

Especificamente no caso da UNIFEI, as restrições orçamentárias representam corte de cerca de R$ 7 milhões nos recursos previstos para o funcionamento da instituição. Já os recursos de investimentos em equipamentos e instalações, estes sofreram redução de R$ 12 milhões para 2015 quando comparados com os recursos orçamentários de 2014 devido ao encerramento do programa Reuni. 

"Infelizmente, existe ainda uma previsão de redução adicional de até 2/3 nesses recursos de capital, o que pode implicar em um corte suplementar de até R$ 7 milhões. Portanto, nosso objetivo é manter a instituição funcionando adequadamente e garantir o cumprimento dos compromissos e contratos em curso, aí incluídas todas as numerosas obras em andamento".

Dagoberto de Almeida, destacou que "essa postura de austeridade, baseada em extremo rigor no controle das despesas e do efetivo cumprimento do propósito do uso dos recursos financeiros nos facultou verba suplementar de mais de R$ 7 milhões para capital em 2013, o que contribuiu positivamente para o prosseguimento das obras e de novas ações como o novo prédio do Instituto de Recursos Naturais (IRN), bem como para a aquisição de novos equipamentos e investimentos em infraestrutura (rede elétrica, cabeamento ótico para internet, saneamento da área degradada do lago e seu entorno, recuperação do patrimônio histórico da instituição como o casarão no centro da cidade de Itajubá, etc.)". 

Na UNIFEI, todos os contratos de serviços terceirizados, (limpeza, vigilância e transporte) previamente firmados, deverão ser reduzidos em 25%, que é o máximo permitido por lei. Todos os repasses orçamentários às várias unidades acadêmicas também sofrerão um corte equivalente àquele da universidade, sendo que as próprias unidades passarão a arcar com seus gastos logísticos.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

BRILUX ANUNCIA INAUGURAÇÃO DA NOVA FÁBRICA EM ITAJUBÁ PARA MAIO DE 2021

Fábrica da Brilux em Horizonte, no Ceará  A Brilux confirmou que a inauguração de uma unidade da empresa em Itajubá, no Sul de Minas, está mantida e deverá ocorrer em maio de 2021. Em nota enviada à imprensa, a fabricante de produtos de higiene e limpeza informou que “o projeto está em andamento e o novo cronograma está mantido”. Segundo a empresa, “a nova planta reforçará a operação logística e comercial na região Sudeste”. A chegada da Brilux deverá gerar, inicialmente, 350 postos de trabalho na cidade. A indústria investiu na compra do prédio da antiga AFL/PKC, que será reformado e ampliado para suportar a fabricação e logística dos produtos. A nova unidade fabril produzirá materiais do portfólio de higiene e limpeza, entre eles a água sanitária Brilux. Líder no Norte, Nordeste e no Rio de Janeiro de água sanitária, alvejante com cloro, amaciantes e sabonetes, a Indústria Reunidas Raymundo da Fonte, fabricante da Brilux, tem hoje mais de 350 produtos em seu portf...

TOMBAMENTO DE CARRETA

Tombou, agora, uma carreta de cerveja na Rodovia Fernão Dias (BR-3821), na pista sentido Belo Horizonte, no km 721, na região de Carmo da Cachoeira. A faixa da esquerda está interditada em os ambos sentidos. No momento, trânsito está fluindo sem lentidão. Motorista sem ferimentos graves. Imagens @transitofernaodias *Por Sebastião Filho 

BOLSONARO CONDENADO

Nesta quinta-feira (11), a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal decidiu, por maioria, condenar os oito réus do Núcleo 1 da ação penal 2668, a trama golpista. A AP 2668 tem como réus os oito integrantes do Núcleo 1 da tentativa de golpe, ou “Núcleo Crucial”, segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR): o deputado federal Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin); o almirante Almir Garnier, ex-comandante da Marinha; Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública do DF; o general Augusto Heleno, ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI); o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro (réu-colaborador); o ex-presidente da República Jair Bolsonaro; o general Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa; e o general da reserva Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil e da Defesa. A acusação envolveu os crimes de tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de E...