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LAVRAS: 12 HORAS CONTRA O FEMINICÍDIO

Apenas em 2017, até o mês de agosto, foram registrados 574 processos de violência doméstica no município

De acordo com o relatório final  da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) sobre Violência contra a Mulher, divulgado em julho de 2013, "o feminicídio é a instância última de controle da mulher pelo homem: o controle da vida e da morte. Ele se expressa como afirmação irrestrita de posse, igualando a mulher a um objeto, quando cometido por parceiro ou ex-parceiro".

Ainda de acordo com o relatório, o feminicídio se configura "como subjugação da intimidade e da sexualidade da mulher, por meio da violência sexual associada ao assassinato; como destruição da identidade da mulher, pela mutilação ou desfiguração de seu corpo; como aviltamento da dignidade da mulher, submetendo-a a tortura ou a tratamento cruel ou degradante".

A legislação específica que tipifica o Feminicídio enquanto crime, e a Lei Maria da Penha, representam avanços, mas não são suficientes para a promoção da transformação necessária dentro dos lares brasileiros. Faz-se necessária a desconstrução de uma cultura de discriminação contra a mulher, somente possível através do diálogo, da educação e do enfrentamento diário de cada um de nós.

Além disso, de acordo com movimentos que lutam pela causa das mulheres, não é possível se debater a questão de gênero sem a realização de um recorte racial. Em verdade, as mulheres negras são ainda mais violentadas, com um aumento de 54% no registro de mortes, passando de 1.864 para 2.875 no período entre 2003 e 2013 – um aumento de 1011 mulheres.

A taxa de feminicídios no Brasil é a quinta maior do mundo. E esta realidade não está distante da cidade de Lavras, no Sul de Minas. Apenas em 2017, até o mês de agosto, foram registrados 574 processos de violência doméstica no município.

Diante desta realidade triste e assustadora, serão realizadas no próximo domingo, 3, na Praça Dr. Augusto Silva, no Centro de Lavras, o evento "12 Horas Contra o Feminicídio". A iniciativa traz uma extensão programação que irá ocupar a Praça central das 10h às 22h. 

Os organizadores destacam que "a legislação específica que tipifica o feminicídio enquanto crime, e a Lei Maria da Penha, representam avanços, mas não são suficientes para a promoção da transformação de que precisamos dentro dos lares brasileiros. Faz-se necessária a desconstrução de uma cultura de discriminação contra a mulher, somente possível através do diálogo, da educação e do enfrentamento diário de cada um de nós".

Confira a programação:

- 10h - Início das atividades, com tendas, rodas de conversa e exposições de artistas convidados: Ana Luiza, Alexandra Maia, Rafa Ela e Clara Miltre 
- 12h30 - Banda Costureiras
- 14h - Apresentação de dança com o grupo Videodance
- 15h - Rosa Nunes 
- 16h - Talita Zambalde
- 17h - Apresentação de Hip Hop
- 19h - Maracatu Baque Do Morro
- 20h - Banda Manada
- 22h - Encerramento

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