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APLICATIVO DESENVOLVIDO NA UNIVERSIDADE FEDERAL DE LAVRAS DETECTA SONOLÊNCIA AO VOLANTE


O sono ao volante está entre as principais causas de acidente no trânsito. Em Minas Gerais, esta é a terceira causa mais recorrente, segundo os mais recentes registros divulgados pela Polícia Rodoviária Federal (PRF). 

Contribuir para a redução de índices como esse é o objetivo de um aplicativo de celular desenvolvido no Programa de Pós-graduação em Engenharia de Sistemas e Automação da Universidade Federal de Lavras (UFLA). 

A tecnologia dispensa o uso de aparelhos conectados ao corpo. Dessa forma, é possível monitorar o comportamento do motorista em tempo real, sem gerar desconforto e atrapalhar seus movimentos. A pesquisa também inova ao usar um aplicativo de celular, em vez de sistemas acoplados ao veículo, para realizar a captura e análise dos dados.

“O uso de sistemas acoplados geraria um custo adicional ao condutor, que poderia dificultar o acesso à tecnologia. Como os smartphones estão muito difundidos na sociedade, condutores de diferentes camadas sociais precisariam apenas baixar o aplicativo para conseguir guiar seus veículos com mais segurança”, explica o pesquisador Gabriel Cambraia.

O aplicativo funciona com base em imagens capturadas pela câmera do celular. Ao identificar a face do condutor, o software segmenta e rastreia a região dos olhos em busca de parâmetros que permitam classificá-los como abertos/semi-abertos ou fechados. As classificações são usadas para calcular a proporção entre as ocorrências de olhos fechados e as de olhos abertos, sendo este o parâmetro usado nas avaliações de sonolência e adormecimento.

Os dados permitem detectar tanto o adormecimento repentino quanto estados de sonolência. O rastreamento em busca de sinais de adormecimento é realizado a cada dois segundos. Se os olhos do motorista permanecem fechados por um período igual ou superior a 90% do tempo, é emitido um sinal sonoro forte para despertá-lo. 

A análise da sonolência é realizada a cada minuto e leva em consideração principalmente o tempo de fechamento dos olhos durante o ato de piscar. Uma vez identificado esse estado, também é emitido um alerta sonoro, mais fraco que o anterior.

O sistema foi submetido a testes com um condutor. Os resultados indicaram desempenho robusto em períodos diurnos e certas limitações no uso noturno. 

“Como as câmeras dos smartphones geralmente não possuem tecnologia infravermelho, as características dos condutores dificilmente são reconhecidas à noite”, explica Gabriel. 

“Como solução, pode-se elaborar um circuito com LEDs infravermelhos e direcioná-lo para a face do motorista, enquanto as câmeras de telefones móveis não implementarem essa tecnologia”, completa.

A dissertação de mestrado que originou o aplicativo foi defendida no início deste ano. A pesquisa foi orientada pelo professor Arthur de Miranda Neto e coorientada pelo docente Danilo Alves de Lima. O aplicativo foi registrado no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), está sendo testado em diferentes plataformas e, em breve, estará disponível para download.

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