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POÇOS DE CALDAS DECRETA "ESTADO DE EMERGÊNCIA" E ANUNCIA CORTE DE GASTOS

Decreto vale por 2 meses e inclui corte de horas extras; falta de repasses do governo estadual gerou contenção

O prefeito Sérgio Azevedo (PSDB) anunciou, durante coletiva à imprensa nesta terça-feira, 30, a publicação do decreto 12.775/2018, que declara o município em “Situação de Emergência Financeira” em Poços de Caldas, no Sul de Minas. 

A prefeitura está com as contas equilibradas mas, devido à falta de repasses dos impostos pelo Governo do Estado, faz-se necessário “cortarmos despesas para garantir nossos compromissos de final de ano, já que temos três folhas de pagamento nos próximos dois meses e queremos honrar nossos compromissos, principalmente com nossos servidores, que são nossos parceiros”, destacou o prefeito. O decreto tem duração de 60 dias.

A dívida do Estado com Poços de Caldas chega à casa dos R$ 60 milhões. Destes, aproximadamente 40 milhões são referentes à Saúde e os outros 20 milhões referem-se aos repasses de ICMS e de Fundeb, principalmente. 

“A atual falta de recursos gera problemas de fluxo de caixa e impede novos investimentos. Mas a Prefeitura está com suas contas equilibradas, realizando obras por toda a cidade, mantendo o Hospital da Santa Casa e as demais unidades de saúde em perfeito funcionamento, assim como escolas e creches”, informou Sérgio Azevedo.

Haverá corte das horas extras e revisão das despesas solicitadas mas que não estão em andamento. As horas extras dos serviços essenciais serão permitidas para que a população não seja prejudicada. Os serviços essenciais incluem UPA, Samu, hospitais, serviço funerário, limpeza urbana e educação infantil.

Na manhã desta terça, 30, a secretária municipal de Educação Flávia Vivaldi se reuniu com diretores das escolas municipais e informou a todos a situação da Prefeitura. Na Secretaria de Saúde, os esforços são no sentido de manter a regularidade de todos os serviços prestados. 

Sindicâncias e despesas com viagens também ficam interrompidas durante o período de dois meses. Processos licitatórios, se necessários, transcorrem normalmente. O decreto cria um Comitê de Gestão Financeira, composto pelas secretarias de Governo, Fazenda, Administração e Procuradoria. “Esse comitê vai promover os ajustes que sejam necessários”, disse o prefeito.

“Iremos segurar as despesas agora, para que não haja nenhum prejuízo para a população”, garantiu o prefeito. Segundo a Associação Mineira de Municípios, 80% das prefeituras já estão no vermelho, sendo que 24% delas estão com salários dos professores atrasados e 56% não têm previsão sobre pagamento do abono de Natal e do 13º salário. Pelas regras da CLT, a segunda parcela do 13º tem que ser paga obrigatoriamente até 20 de dezembro. “Este decreto vem justamente para que Poços de Caldas fique assegurada nestes 20% que irão honrar suas folhas de pagamento, inclusive com o 13º”, destacou.

Sérgio informou que a decoração de Natal em Poços será realizada totalmente com recursos do Fundo do Turismo, sem gastos extras para os cofres públicos. O prefeito ressaltou a importância da decoração natalina, uma vez que Poços é uma cidade turística e movimenta o comércio e a rede hoteleira, gerando emprego e renda.

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