Pular para o conteúdo principal

CÁSSIO SOARES É RELATOR DA PEC 52 DO LAGO DE FURNAS


O deputado estadual Cássio Soares (PSD), líder do Bloco Liberdade e Progresso, foi designado relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 52, que propõe que a Bacia do Rio Grande e o Reservatório de Furnas sejam incluídos entre as unidades tombadas para fins de conservação e declaração de monumentos naturais. A escolha foi na manhã desta segunda-feira, 28 de setembro. A Comissão que analisa a PEC-52 possui, ainda, como membros os deputados Dalmo Ribeiro Silva (PSDB) e Mauro Tramonte (Republicanos) como seu presidente e vice-presidente, respectivamente.

A Proposta de Emenda à Constituição 52/2020 é de autoria do deputado Professor Cleiton em conjunto com outros parlamentares e altera a redação do parágrafo segundo, do artigo 84 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, incluindo a bacia do Rio Grande e o reservatório de Furnas dentre as unidades tombadas para fins de conservação e declaração de monumentos naturais.

Segundo o deputado Cássio Soares, ser relator da PEC 52 é uma responsabilidade muito grande e garantiu que irá assumir com a mesma seriedade que conduz seus trabalhos legislativos na Assembleia de Minas. “Já adianto que farei uma alteração no meu parecer, incluindo o Lago de Peixoto, que não está previsto no texto inicial da PEC. Não dá para tratar de um e deixar o outro”, adiantou o deputado.

“Temos a necessidade de lutar pela nossa cota 762 do Lago de Furnas e a cota 663 do Lago de Peixoto. Vamos nos empenhar para votar essa PEC o mais rápido possível, defendendo os interesses de Minas Gerais e buscando uma condição de respeito ao que nós temos de mais valioso em Minas, que é o nosso meio ambiente, as nossas bacias hidrográficas e, sobretudo, o respeito às pessoas. Vamos em frente até que tenhamos o respeito devido por parte do Governo Federal e de seus órgãos para com a nossa região”, garantiu o deputado estadual Cássio Soares. Problemática Segundo Cássio Soares, há um bom tempo o descaso e a falta de planejamento da geração de energia têm trazido grandes prejuízos, “já que se utiliza mais do que o necessário na geração de energia hidrelétrica das usinas da região do Rio Grande, o que faz com que o reservatório abaixe trazendo prejuízos aos empresários do turismo, aos turistas que vêm procurando a região de maneira jamais vista anteriormente e, também a piscicultura e os municípios que são banhados pelo Lago de Furnas”, ressaltou o deputado.

De acordo com o parlamentar, muitos dos municípios dessa região dependem, ainda, da travessia por balsa e quando o nível do lago está muito baixo, os prejuízos que são colocados para toda a população que precisa de um acesso mais facilitado, são ainda maiores. “Esse é o caso do município de Delfinópolis, que tem como acesso a balsa ou 62 quilômetros de estrada de terra”, afirmou o relator.

As cobranças a fim de solucionar os problemas decorrentes do baixo nível dos lagos da bacia hidrográfica do Rio Grande são antigas, mas ainda nenhuma ação por parte do Governo Federal e dos órgãos competentes como Centrais Elétricas, Agência Nacional das Águas e do Operador Nacional do Sistema foram realizadas para manutenção da cota mínima necessária para que as atividades de turismo, piscicultura e acesso da população sejam garantidas.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

VARGINHA COMEMORA AVANÇO NA CONCESSÃO DO CORREDOR FERROVIÁRIO MINAS-RIO

Varginha celebra um importante avanço para o futuro da infraestrutura ferroviária da região. A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) aprovou, na última quinta-feira (27/8), a versão definitiva do edital de concessão do Corredor Ferroviário Minas-Rio, que possui cerca de 733 quilômetros de extensão atualmente operados pela Ferrovia Centro-Atlântica (FCA). A concessão prevê a divisão do corredor em dois lotes. Um deles compreende o trecho entre Iguatama (MG) e Barra Mansa (RJ), incluindo o ramal ferroviário entre Varginha e Lavras, o que representa uma perspectiva importante para o município e para toda a região do Sul de Minas. O segundo lote contempla o trecho entre Barra Mansa e Angra dos Reis, no Rio de Janeiro. Pelo modelo de concessão, o futuro operador será responsável pela manutenção, recuperação e modernização da infraestrutura ferroviária. Também deverá apresentar, no prazo de até dois anos, um plano de recapacitação da ferrovia Para Varginha, a medida é vista com e...

POÇOS DE CALDAS AVANÇA NA ORGANIZAÇÃO DO ECOSSISTEMA LOCAL DE INOVAÇÃO

Desenvolvido com apoio do Sebrae Minas, plano de ação reúne empresas, instituições e poder público para definir iniciativas e fortalecer oportunidades de inovação O Sebrae Minas apoiou, na última sexta-feira (28), o lançamento do Plano de Ação do Ecossistema Local de Inovação (ELI) de Poços de Caldas, no Sul do estado. Apresentado no Centro Administrativo, o documento define prioridades para fortalecer a inovação no município e ampliar a conexão entre empresas, instituições de ensino e pesquisa, ambientes de inovação e poder público. Cerca de 40 representantes participaram do encontro. A proposta é aproveitar melhor as competências e estruturas já existentes na cidade, estimulando parcerias e novas oportunidades de negócios. O plano também orienta os próximos passos do ecossistema, com ações voltadas à integração dos diferentes atores e ao desenvolvimento de soluções para o território. Diagnóstico e oportunidades A primeira etapa do trabalho foi conhecer melhor o ambiente de inovação d...

JUSTIÇA ELEITORAL ACOLHE PEDIDO DO MPF E INDEFERE REGISTRO DE CANDIDATURA DE EDUARDO CUNHA EM MINAS GERAIS

Decisão acatou tese sobre inelegibilidade decorrente de cassação de mandato parlamentar O Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) indeferiu, na tarde desta quinta-feira (3), o registro de candidatura de Eduardo Cunha (Republicanos) ao cargo de deputado federal por Minas Gerais. A decisão atendeu a pedido de impugnação do Ministério Público Eleitoral (MP Eleitoral), sustentado na tese de que o ex-presidente da Câmara dos Deputados permanece inelegível devido à cassação de seu mandato parlamentar. A Corte acolheu o entendimento do MP Eleitoral quanto à contagem do prazo de inelegibilidade referente à perda do mandato em setembro de 2016, decorrente de quebra de decoro parlamentar na Câmara dos Deputados. A defesa sustentava que o prazo de oito anos havia expirado em setembro de 2024. No entanto, prevaleceu a tese ministerial de que a contagem do prazo de inelegibilidade tem início somente após o término da legislatura original — ocorrido em janeiro de 2019 —, mantendo a res...