quinta-feira, 29 de julho de 2021

COVID-19: MUNICÍPIO DE LAVRAS MANTÉM CENÁRIO DE ESTABILIDADE


A edição nº 32 do boletim IndCovid da Universidade Federal de Alfenas (UNIFAL-MG) mostra que a semana iniciou com piora no quadro epidemiológico de Minas Gerais: manteve-se estável a incidência mas com novas internações e óbitos, indo de diminuição para estabilidade. Essa piora pode estar associada à manutenção do crescimento de novas internações na região Sudeste, somando-se a essa situação agora as regiões Sul, Triângulo Norte e Vale do Aço, que há uma semana apresentavam diminuição. Interrompendo três semanas seguidas de diminuição em novas mortes, o estado voltou à estabilidade nesse indicador. Há uma semana apenas a região Leste apresentava tendência de crescimento, agora assim estão Jequitinhonha, Norte e Sudeste.

● Relaxamento das medidas de prevenção: os indicadores mostram que é prematuro o relaxamento das medidas de prevenção. Embora não aumentando, a incidência ainda está alta e o aumento de internações e óbitos pode ocorrer pela facilitação do contágio das variantes gama e delta. Essa facilitação em grupos de risco mesmo já vacinados pode aumentar casos de internação e mortes nessa população.

● Incidência, novos casos, internações e óbitos na região sul de Minas: há seis semanas a taxa de incidência diária vem caindo em Minas Gerais e na região Sul. Contudo, o nível de incidência diária por habitante na região sul-mineira ainda é maior do que o registrado no começo de 2021. A média diária de novos casos na semana (778) voltou a ficar abaixo de 1.000. Mas, a tendência de novas internações diárias voltou a subir, de 71 para 108. Esse número não ficava acima de 100 desde o último dia 02 de julho. Em novos óbitos, a região registrou tendência de diminuição pela quarta semana seguida, exceto na regional de Pouso Alegre que passou para crescimento. O número médio de óbitos diários caiu de 25 para 22. A piora em Minas Gerais e a volta da região Sul para a tendência de crescimento de novas internações reforça o alerta de que é cedo para relaxar em medidas de prevenção.

● Disparidade de cobertura vacinal: em relação ao início do ano, ainda registramos diariamente 73% a mais de novos casos, o triplo de novos óbitos e, de novo, mais do que o triplo de internações. Preocupa a grande disparidade de cobertura vacinal completa na região Sul, variando de 11% até 30%. Na região como um todo esse número é de 17%. É necessário atingir ao menos 70% para diminuir em grande proporção não apenas mortes, mas também novos casos.

● Registro de incidência entre os municípios mais populosos da região: entre os dez mais populosos municípios sul-mineiros, após quatro semanas sem registro de tendência de crescimento da incidência, São Sebastião do Paraíso registrou aumento nesse indicador. Passos e Lavras mantiveram estabilidade, mas Pouso Alegre e Varginha que estavam em diminuição foram também para estabilidade. Na tendência de novas internações, Poços de Caldas, Alfenas, Três Corações e São Sebastião do Paraíso mantiveram tendência de queda. Melhoraram Varginha que foi de estabilidade para diminuição e Três Pontas que foi de crescimento para diminuição. Piorou Pouso Alegre que foi de diminuição para estabilidade. Mais preocupante é a situação de Itajubá que manteve pela terceira semana a tendência de crescimento em internações. Em novos óbitos a tendência de crescimento, que havia apenas em Alfenas (que evoluiu para estabilidade), se apresentou em Poços de Caldas, Pouso Alegre, Varginha e São Sebastião do Paraíso. Mantiveram tendência de queda nesse indicador: Passos, Lavras, Itajubá e Três Pontas. Três Corações melhorou de estabilidade para diminuição em novos óbitos. Considerando os três indicadores houve piora do quadro epidemiológico no conjunto desses municípios. 

Acesse na íntegra

Link original da publicação: https://www.unifal-mg.edu.br/portal/2021/07/28/boletim-epidemiologico-no-32-26-07-2021-situacao-epidemica-de-covid-19-em-minas-gerais-e-no-sul-de-minas/

Acesse todas as edições do boletim: https://www.unifal-mg.edu.br/portal/indicadores-covid-19/

*Com informações da UNIFAL-MG

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