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ANALISTAS DO TRIBUNAL DE CONTAS FISCALIZARAM A UPA DE LAVRAS


A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Lavras, localizada na Zona Sul da cidade, passou por fiscalização dos analistas do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCEMG) durante a tarde e noite desta quinta-feira, dia 7 de novembro. Aqui na região, além da UPA Lavras, a de São João Del-Rei também passou por fiscalização no mesmo período.

De acordo com a assessoria de comunicação do TCEMG, na UPA Lavras todos os extintores de incêndio estava em vencidos. Além disso, foram encontrados materiais e equipamentos em desuso alojados em uma sala, pois não há contrato de manutenção vigente desde março deste ano. Os analistas também detectaram que houve contratação para o serviço de limpeza da caixa d'água.

A UPA de Lavras também não possui o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB). Além disso, não há teste químico por falta do integrador químico. O autoclave também é desatualizado.

A prefeita Jussara Menicucci disse que já teve acesso ao relatório completo e que a equipe irá trabalhar para sanar os problemas apresentados. Destacou que visitas como está da equipe do TCEMG são importantes para que a administração possa buscar e implementar melhorias.

Este foi o terceiro dia de fiscalização por parte do TCEMG nas unidades de saúde em todo Estado. Os analistas estão trabalhando na apuração até o início madrugada.

A Fiscalização Ordenada da Saúde do TCEMG acontece de forma simultânea em todo o estado e tem o objetivo de analisar como está sendo feita a prestação de serviços nas unidades públicas de saúde. Entre terça e quarta-feira, 54 hospitais e unidades de pronto-atendimento foram fiscalizadas.

O presidente do TCEMG, conselheiro Gilberto Diniz, o superintendente de Controle Externo, Pedro Henrique Azevedo, e o coordenador de Auditoria dos Municípios, Thiago Henrique da Silva, receberam a imprensa para uma entrevista coletiva. Eles fizeram um balanço da operação, explicaram sobre os aspectos relevantes e informaram os próximos passos da ação.

“Vamos tabular e classificar as irregularidades que foram apuradas para realizar os desdobramentos delas. Aquelas mais simples, como por exemplo extintor com prazo de validade vencido, que possam ser sanadas de forma mais rápida, o Tribunal, ouvido o gestor, pode determinar que ele apresente um plano de ação para que ele regularize essas irregularidades num prazo fixado pelo Tribunal”, explicou o presidente, ressaltando que as irregularidades mais graves, como ausência de médicos que assinavam o ponto e não prestavam o serviço por todo o horário devido, podem gerar processo de Representação no Tribunal.

*Por Sebastião Filho



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