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CAETANO DIZ QUE LULA É "ANALFABETO, CAFONA E GROSSEIRO"

Caetano Veloso é um gênio musical. Mas um animal político questionável: sofre de uma megalomania exacerbada, alimentada pelos holofotes. Suas manifestações costumam colocar a opinião própria como dogma, sem dar espaço à expressão alheia.]

Cito apenas as polêmicas mais recentes, da longa trajetória desde que espinafrou todo o público ao não conseguir cantar “É proibido probir”, sufocado pelas vaias, em 1968: deu chilique no VMB 2004, por questões técnicas; enxergou pelo em ovo, ao acusar a inocente Feitiço da Vila, de Noel Rosa, de canção racista; expulsou uma repórter da Folha de seu camarim após ser questionado sobre a incoerência entre uma declaração sua sobre a Lei Rouanet e a iniciativa dos seus produtores pedindo recursos federais; acusou o governo de estar a um passo do totalitarismo em 2006 (!) ao opinar sobre a distribuição de verbas oficiais para a cultura, acelerando a saída de Gilberto Gil do ministério afim...

E por aí vai. Liberdade de expressão é o máximo, mas Caetano a usa para levantar querelas inconsequentes.
Num Brasil onde a qualidade de vida só fez melhorar nos últimos 8 anos, sob a batuta de um operário “grosseiro e cafona”, o gênio refestelado em sua rede nem se deu ao trabalho de arrumar um pejorativo mais original para criticar, lançando mão do adjetivo gasto e ultrapassado. Devia ao menos ser mais original...





A íntegra da entrevista de Caetano à jornalista Sônia Racy (Estadão), pode ser lida aqui.


Helem Sandra Albino
Assessora de Imprensa

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