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Exclusivo: MONTBLANC ERA ALVO DA QUADRILHA QUE ROUBOU RELÓGIOS NA ROLEX

Roubou na Tiffany pode ter sido engano, alvo era Montblanc

De nada adiantou o reforçou de oito seguranças após o assalto no último dia 16 de maio, à joalheria Tiffany & Co, do Cidade Jardim, o shopping das grifes na zona oeste de São Paulo. Vinte e três dias depois, ladrões voltaram a roubar o mesmo lugar com a mesma tática; o alvo da vez foi a relojoaria Rolex. Dez homens armados invadiram o shopping às 12h40, horário de pouco movimento -o local não tem praça de alimentação. Um segurança do shopping foi rendido no anúncio do assalto e uma vendedora da loja foi feita de escudo pelos ladrões durante a fuga.

A Rolex fica ao lado de uma escadaria externa voltada para a marginal Pinheiros. Por essa saída de emergência, quatro homens -armados de pistolas, jovens, de terno e óculos escuros- fugiram com os relógios. Informações obtidas com exclusividade pela nossa equipe e não confirmadas pela polícia de São Paulo, dão conta de que o roubo à Tiffany foi um engano, os ladrões queriam assaltar a Relojoaria Montblanc, que fica ao lado da Rolex.

No dia seguinte ao roubo da relojoaria Corsage, única revendedora Rolex da América Latina, o shopping Cidade Jardim, na zona sul de São Paulo, reforçou mais uma vez o número de seguranças em volta das loja de luxo. O primeiro reforço da segurança ocorreu após o dia 16 de maio, quando a joalheria Tiffany & Co., que fica no andar térreo da Rolex, foi assaltada. Entre as 12h e as 13h30, no primeiro andar, onde fica a loja da Rolex roubada, havia cerca de dez seguranças. Um deles estava de prontidão em frente à Rolex e três outros agentes particulares ficaram no interior da loja Mont Blanc, que chegou a ser invadida pelos bandidos minutos antes do assalto da relojoaria.

Assalto a Rolex
Não houve tiroteio, mas na fuga um tiro foi disparado para o alto. Segundo a polícia, para facilitar a dispersão. Vendedores das lojas vizinhas e atendentes do balcão de informações que fica quase em frente à Rolex disseram que não houve tumulto nem correria durante o assalto, mas quem percebeu o roubo fechou as portas. À tarde, o movimento era normal e só a relojoaria permanecia fechada.  Os criminosos chegaram por diferentes entradas do shopping, para não chamar a atenção. Três dos quatro ladrões entraram na Rolex. Ao anunciarem o assalto, quebraram um dos mostruários.

Um quarto homem foi à loja de artigos de luxo Montblanc, que fica ao lado. Apesar de ter mandado vendedores encherem uma mochila com produtos da vitrine, ele a deixou para trás na fuga. No roubo à Tiffany, ladrões levaram joias avaliadas em R$ 1,5 milhão. Os relógios que estavam na vitrine custavam de R$ 14 mil a R$ 100 mil. Os mais caros, que passavam de R$ 160 mil, ficavam num cofre ou no estoque -só eram mostrados a pedido dos clientes.

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