Pular para o conteúdo principal

JUSTIÇA FEDERAL CONDENA DENTISTA EM VARGINHA

A Justiça Federal em Varginha, no Sul de Minas, condenou o dentista Rogério Rezende Reis a 4 anos e 2 meses de prisão e pagamento de 50 dias-multa, o equivalente a mais de 39 mil reais, pelo crime de falsidade ideológica. Ele foi acusado pelo Ministério Público Federal (MPF) de ter emitido 83 recibos atestando falsamente a prestação de serviços odontológicos para uso em declarações do Imposto de Renda. Os recibos foram emitidos entre os anos de 2002 e 2004. Segundo a denúncia do MPF, contribuintes “compraram” os documentos por meio do pagamento de uma porcentagem que variou entre 5 e 7% do seu valor. Os recibos foram utilizados para reduzir a base de cálculo do imposto.

Em sua defesa, o réu sustentou a prestação dos serviços odontológicos, mas não apresentou nenhuma prova que confirmasse suas declarações. Na verdade, conforme ressalta o juiz na sentença, o próprio acusado “admitiu que não declarou ao fisco a suposta renda acumulada com os alegados trabalhos odontológicos prestados, omissão que reforça a tese da inexistência do serviço”. A fraude foi descoberta pela Receita Federal por meio do cruzamento das declarações e dados dos contribuintes.

Para o MPF, a condenação demonstra que ludibriar o Fisco na declaração do Imposto de Renda pode render muita dor de cabeça tanto ao contribuinte quanto ao profissional que fornece os recibos. Essa conduta - de fornecer e comprar recibos para reduzir o valor a ser pago ou aumentar o valor da restituição - é crime. Atualmente, os sistemas da Receita fazem o cruzamento de todos os dados lançados pelos contribuintes em suas declarações e acabam detectando as irregularidades. Se a fraude for confirmada, além de eventual processo criminal, os envolvidos ainda terão de pagar o imposto devido e multa.
da assessoria

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

DE LAVRAS PARA O BRASIL: A TRAJETÓRIA DE UM CIENTISTA QUE TRANSFORMOU FLORESTAS EM LEGADO

Professor titular da UFLA há três décadas, José Roberto Scolforo acumula pesquisas pioneiras, gestão universitária de alto impacto e condecorações máximas do país — e segue com novos projetos no horizonte Há exatamente trinta anos, o professor José Roberto Soares Scolforo chegou à Universidade Federal de Lavras trazendo na bagagem uma sólida formação em Engenharia Florestal e uma vocação incomum: transformar dados de campo em políticas de conservação e produção que atravessassem fronteiras estaduais. Natural de Castelo, no Espírito Santo, Scolforo construiu na cidade mineira a base de uma das carreiras acadêmicas mais prolíficas do país na área de Recursos Florestais — e Lavras, por sua vez, ganhou um pesquisador que ajudou a inscrevê-la no mapa científico nacional e internacional. A produção científica de Scolforo impressiona pelo volume e pela diversidade: são 815 artigos e trabalhos técnicos publicados, 18 livros, 87 capítulos temáticos e 51 softwares registrados no INPI. No campo d...

TOMBAMENTO DE CARRETA

Tombou, agora, uma carreta de cerveja na Rodovia Fernão Dias (BR-3821), na pista sentido Belo Horizonte, no km 721, na região de Carmo da Cachoeira. A faixa da esquerda está interditada em os ambos sentidos. No momento, trânsito está fluindo sem lentidão. Motorista sem ferimentos graves. Imagens @transitofernaodias *Por Sebastião Filho 

BOLSONARO CONDENADO

Nesta quinta-feira (11), a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal decidiu, por maioria, condenar os oito réus do Núcleo 1 da ação penal 2668, a trama golpista. A AP 2668 tem como réus os oito integrantes do Núcleo 1 da tentativa de golpe, ou “Núcleo Crucial”, segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR): o deputado federal Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin); o almirante Almir Garnier, ex-comandante da Marinha; Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública do DF; o general Augusto Heleno, ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI); o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro (réu-colaborador); o ex-presidente da República Jair Bolsonaro; o general Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa; e o general da reserva Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil e da Defesa. A acusação envolveu os crimes de tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de E...