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MG É PIONEIRA EM RESSOCIALIZAÇÃO DE DETENTOS

Minas Gerais diversifica, ainda mais, as ações voltadas à reinserção social dos detentos e egressos do sistema prisional por meio de atividades profissionais. O Estado, que já tem cerca de 10 mil presos trabalhando, será o primeiro a utilizar um programa de cadastramento de informações do Conselho Nacional de Justiça, com dados vinculados diretamente às políticas de recursos humanos das empresas.

 Para apresentar o programa de cadastramento de dados, o desembargador do Tribunal de Justiça do Maranhão, José Froés Sobrinho, veio, nesta semana, até Minas Gerais. Ele também se encontrou com o secretário de Estado de Defesa Social, Lafayette Andrada (PSDB), e visitou o Presídio Antônio Dutra Ladeira, o Complexo Penitenciário Estevão Pinto e o Centro de Referência à Gestante Privada de Liberdade.

De acordo com o coordenador executivo do projeto Novos Rumos na Execução Penal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), juiz Luiz Carlos Rezende e Santos, haverá desde informações pessoais, como número da carteira de identidade, CPF, inscrição na previdência social, até as criminais (há quanto tempo está preso, qual crime praticado, quando a pena vai acabar) e sociais (casado, solteiro, filhos, auxílio reclusão). O superintendente de Atendimento ao Preso da Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds), Guilherme Augusto de Faria Soares, explica que grande parte das informações já é sistematicamente registrada, pelas equipes técnicas das unidades prisionais, no Sistema de Informações Penitenciárias (Infopen). Agora, será desenvolvida uma maneira de fazer uma migração dos dados para o programa do CNJ.

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