Pular para o conteúdo principal

11 DE MARÇO VAI ENTRAR PARA A HISTÓRIA DA CACHAÇA

Cachaça premium: exportações devem triplicar em cinco anos
Uma data histórica para a cachaça brasileira: na próxima quinta-feira, 11 de março, a cachaça passa a ser comercializada nos EUA como produto tipicamente brasileiro. Ou seja, se não for produzida no Brasil, não poderá ser chamada de cachaça. O reconhecimento é o resultado de mais de uma década de negociações entre os dois governos. Em contrapartida, o uísque “bourbon” e o uísque “tennessee” passam a ser reconhecidos como produtos genuinamente americanos.

Desde 2000, os americanos vendiam a cachaça com o rótulo de “rum brasileiro” e outros produtos eram confundidos com a cachaça. Segundo Vicente Bastos, presidente da diretoria executiva do Instituto Brasileiro da Cachaça (Ibrac), “a medida evita que a cachaça vire um destilado genérico, como a vodka, que antes era produzida só na Rússia e hoje é feita no mundo todo”. O reconhecimento pelos EUA irá abrir precedente para que outros países reconheçam a cachaça brasileira. Por enquanto, apenas EUA e Colômbia adotam a cachaça como produto típico do Brasil.

Os Estados Unidos são o maior mercado de destilados do mundo e estão entre os principais compradores de cachaça. Mas as exportações ainda são bem pequenas. Segundo dados do Ibrac, a indústria produz cerca de 1,2 bilhão de litros de cachaça por ano. Em 2012, cerca de 8 milhões de litros foram exportados, ou cerca de 0,66% do total. O reconhecimento por parte do governo americano também deve fazer com que, no longo prazo, as exportações aumentem. Bastos estima que, em cinco anos, o valor das exportações possa mais do que triplicar, chegando a US$ 50 milhões; em 2012, foram US$ 15 milhões.

Para Tadeu Moreno, representante da Cachaça Chico Valim, produto premium produzido em Oliveira, Minas Gerais, a medida “vai aumentar as exportações da cachaça brasileira e colocar o nome do Brasil como produtor de uma bebida típica e de qualidade. Com a Copa do Mundo e as Olimpíadas, poderemos fazer grandes ações para promover a cachaça e assegurar uma maior competividade junto ao mercado exportador”.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

TOMBAMENTO DE CARRETA

Tombou, agora, uma carreta de cerveja na Rodovia Fernão Dias (BR-3821), na pista sentido Belo Horizonte, no km 721, na região de Carmo da Cachoeira. A faixa da esquerda está interditada em os ambos sentidos. No momento, trânsito está fluindo sem lentidão. Motorista sem ferimentos graves. Imagens @transitofernaodias *Por Sebastião Filho 

PREFEITO SANCIONA LEI DO SILÊNCIO EM LAVRAS

Até gritos de pessoas e barulhos de animais serão enquadrados como perturbação do sossego Lei sancionada por Cherem passa a vigorar a partir do dia 15 de março O prefeito de Lavras, no Sul de Minas, José Cherem (PSD), sancionou a Lei nº 4393, que dispõe sobre a perturbação do sossego.  A nova legislação é fruto do Projeto de Lei (PL) nº 4.393, de autoria dos vereadores Coronel Claret (PSD) e Marcos Possato (PSDC) e recebeu emendas da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara local. O PL 06/2017 foi protocolado no dia 19 de janeiro deste ano na Câmara Municipal e teve tramitação rápida devido ao forte lobby de um pequeno grupo de moradores de classe média alta de uma região da cidade, interessados diretamente na rotina de um grupo de repúblicas. Já no dia 30 de janeiro o projeto foi votado por unanimidade pelos parlamentares lavrenses. De uma pequena parcela interessada em sua aprovação, agora sancionado o projeto passa a afetar toda a sociedade lavrense. A ...

AXIA ENERGIA FAZ TESTES DE ROTINA NAS SIRENES DA USINA DE FURNAS

Objetivo é assegurar a plena operação do sistema implantado nos municípios de São José da Barra , São João Batista do Glória e Capitólio O sistema de comunicação e alerta da Usina de Furnas, operada pela AXIA Energia, passará por testes acústicos entre os dias 24 e 26 de fevereiro. A ação ocorre nos municípios de São José da Barra, São João Batista do Glória e Capitólio, e conta com o apoio das defesas civis locais. A atividade faz parte do Plano de Ação de Emergência (PAE) da usina. O objetivo é assegurar o pleno funcionamento do sistema, garantindo o alcance da comunicação nas comunidades onde os equipamentos estão instalados.    De acordo com o coordenador do PAE pela AXIA Energia, Cristiano Simão , os moradores não devem se preocupar e nem modificar seu cotidiano quando ouvirem as sirenes. “Trata-se somente de um teste. A usina segue em pleno funcionamento, sem qualquer anormalidade em sua operação”, afirma.    O PAE estabelece critérios e ações de segurança para as usinas fiscal...