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PLATAFORMAS SIMAS SÃO FUNDEADAS NO SUL DE MINAS

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As Plataformas de Coleta de Dados do Projeto Furnas já estão fundeadas. O conjunto de plataformas é composto por uma plataforma principal Sistema Integrado de Monitoramento Ambiental (SIMA), e por cinco sondas menores (secundárias). O processo de fundeio foi realizado de 11 a 26 de julho no Sul de Minas, no município de Guapé. A Plataforma Principal já está transmitindo dados meteorológicos e limnológicos via satélite.

Os equipamentos fazem parte do Projeto Furnas – “Desenvolvimento de Sistema de Monitoramento para Gestão Ambiental da Aquicultura no Reservatório de Furnas (MG): suporte para a consolidação de indicadores para o plano de monitoramento e gestão ambiental da aquicultura”, financiado pelo Ministério da Pesca e Aquicultura e coordenado pela Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP), em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e com a Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA).

As Plataformas Secundárias registram, a cada 10 minutos, parâmetros da qualidade da água como pH, oxigênio dissolvido, temperatura da água em 15 profundidades, condutividade elétrica e turbidez. O SIMA, além destes parâmetros, mede a radiação solar, a pressão atmosférica, a umidade relativa do ar e a direção e magnitude do vento. Estes dados ficam disponíveis para os pesquisadores em um banco de dados e serão utilizados para auxiliar no manejo da criação de peixes (tilápias), em tanques-rede de cerca de 10 produtores locais e, principalmente, para estudos visando à diminuição de possíveis impactos ambientais da produção aquícola. Além disso, contribuirá para a realização de Boas Práticas de Manejo (BPM) e para a gestão produtiva e ambiental de parques aquícolas.

“O mundo tem fome e o pescado é fundamental para a segurança alimentar. Com o uso de 0,5% dos nossos reservatórios podemos produzir até 20 milhões de toneladas de pescado por ano e a água de qualidade é fundamental. Com esse sistema, vamos acompanhar, em tempo real, o comportamento da água utilizada para a produção do pescado, contribuindo para a preservação da qualidade deste importante recurso”, destacou o ministro da pesca, Marcelo Crivella.

De acordo com a pesquisadora da Embrapa Meio Ambiente e coordenadora do projeto, Fernanda Garcia Sampaio, no período de 11 a 26 de julho de 2013 foram realizadas Campanhas de Campo para fundeio da Plataforma Principal e das cinco Plataformas Secundárias. “As plataformas foram fundeadas em locais pre-definidos após extensa pesquisa de diagnóstico da piscicultura em tanque-rede no reservatório de Furnas”.

Segundo ela, “os registros são feitos a cada 10 minutos e transmitidos de hora em hora. Os equipamentos permanecerão de 15 a 20 dias em processo de comissionamento (testes e adequações). Após este período os dados representarão as variáveis limnológicas e meteorológicas dos locais”, explica.

De acordo ainda com Fernanda, as sondas mostrarão não apenas a influência da aquicultura no meio ambiente como também a de outras atividades produtivas na região, como da agricultura. “As sondas também podem se transformar em uma ferramenta de gestão para os aquicultores”, salienta ela.

Para o chefe geral da Embrapa Meio Ambiente, Celso Manzatto, “o trabalho em Furnas é um passo importante para a criação de uma Rede Nacional de Monitoramento de Parques Aquícolas”, disse. No futuro, o sistema poderá ser adotado em todos os parques aquícolas existentes ou a serem implantados no Brasil.

O processo de fundeio das sondas teve o apoio do Departamento de Meio Ambiente e Agronegócio, da Prefeitura Municipal de Guapé. Ao longo do período foram mobilizadas equipes do INPE, Neuron Eletrônica e da Embrapa Meio Ambiente. Após visita a campo para medição das profundidades e demarcação das coordenadas dos locais de fundeio, o material foi transportado de São José dos Campos, no interior de São Paulo a Guapé, no Sul de Minas. Ao longo de uma semana as plataformas foram montadas em terra para posterior transporte até o local de fundeio.

O próximo passo, de acordo com a pesquisadora Fernanda Sampaio, “é treinar agentes locais (produtores, agentes locais e funcionários da Prefeitura de Guapé) para que eles auxiliem na calibração e manutenção dos equipamentos”. Atualmente, o Brasil conta com aproximadamente 200 grandes reservatórios que podem ser utilizados para a produção de pescado tanques-rede.

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