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CASO DE RACISMO: CONDUTA DE PM NO SERVIÇO 190 DE LAVRAS SERÁ INVESTIGADA

Negligência e falta de consideração. Caso chocou autoridades do Estado 

Manifestantes fizeram ato contra o preconceito racial em Lavras

No último sábado, 12, um estudante do curso de educação física da Universidade Federal de Lavras (UFLA) e monitor do consagrado projeto social Cria Lavras, foi vítima de ofensas verbais preconceito por ser negro e possuir cabelo crespo, em estilo "black power", na Avenida Perimetral, em Lavras, no Sul de Minas. 

Um homem, com identidade ainda desconhecida gritava palavras de ofensa a seu cabelo. O atleta Jean Jesley diz que essa foi a primeira vez que enfrentou uma situação como essas. Triste e indignado com o preconceito sofrido, Jean acionou o Disque 190 da Polícia Militar (PM), que em Lavras funciona na sede do 8º Batalhão de Polícia Militar (BPM).

Ao relatar o fato, o militar que atendeu a ligação desmereceu a ocorrência, mencionando que o caso não era 'relevante' e ainda fez chacota, dizendo que 'é uma vergonha um rapaz de 20 anos chorar' e desligou o telefone, sem dar andamento a ocorrência.

Ao tomar conhecimento do caso por meio de reportagem publicada pelo blog O Corvo-Veloz, ontem, quinta-feira, 17, o secretário de  Estado de Direitos Humanos, Participação Social e Cidadania (SEDPAC), Nilmário Miranda, solicitou providências e acompanhamento da Subsecretaria de Igualdade Racial sobre o caso do atleta da UFLA.

A subsecretária Cleide Hilda, deverá apresentar urgentemente denúncia à Ouvidoria de Polícia, para  que a mesma protocole junto à Corregedoria a abertura de inquérito para apuração e responsabilização dos autores. 

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