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CAI EDUARDO CUNHA


O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Teori Zavascki, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, determinou ontem, quarta-feira, 4, o afastamento de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) do mandato de deputado federal e da presidência da Câmara. 

O ministro atendeu a pedido do procurador-geral da República (PGR), Rodrigo Janot. A decisão é liminar.

Citado em diversos escândalos de corrupção e beneficiário de várias contas no exterior, Cunha foi o principal responsável pelo golpe parlamentar contra a presidente Dilma Rousseff (PT), que coloca em risco a democracia brasileira.

Ele perde não só a presidência da Câmara dos Deputados, como o mandato de deputado federal.

Cunha é réu em uma ação penal que tramita no STF sobre o suposto recebimento de U$S 5 milhões de propina em contratos de navios-sonda da Petrobras. Cunha está na linha sucessória da Presidência da República, cargo que não pode, de acordo com a Constituição, ser exercido por um réu.

Além disso, em outro escândalo, Cunha foi acusado de receber R$ 52 milhões da Carioca Engenharia. Na delação premiada do senador Delcídio Amaral (sem partido), ele foi apontado como "menino de recados" do banqueiro André Esteves. 

A assessoria do deputado Eduardo Cunha confirmou que ele recebeu, ontem mesmo a notificação da Corte. Quem assume a presidência da Câmara é o vice Waldir Maranhão (PP-MA).

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