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ESTAÇÕES IRÃO MONITORAR A CHUVA E O NÍVEL DOS RIOS QUE CORTAM POÇOS DE CALDAS

1 das 4 Estações de Monitoramento Hidrográfico que estão sendo implantadas em Poços (avenida João Pinheiro)

Muita gente tem perguntado sobre o que seria o cercado erguido na avenida João Pinheiro, esquina com a avenida da Saudade.Ali vai funcionar uma das quatro Estações de Monitoramento Hidrológico da cidade. Cada estação terá um pluviômetro, que mede a chuva, e também sensores de níveis que ficarão dentro dos rios. Tudo será medido em tempo real.

O projeto é uma parceria entre Alcoa, Universidade Federal de Alfenas (UNIFAL-MG), Defesa Civil, prefeitura e Associação Poços Sustentável. 

“A enchente de 2016 mostrou que não tínhamos dados em Poços para a gente acompanhar as 3 bacias hidrográficas grandes que vão para dentro da cidade. A gente não conseguiu entender o que gerou aquele alagamento. Mas com os dados em tempo real vamos conseguir entender a dinâmica para tentar minimizar ao máximo os danos de alagamentos e deslizamentos. Vamos saber em quais ribeirões os níveis estão subindo mais, de onde vem a maior vazão da água.Todos esses dados vão nos ajudar na prevenção ”, explicou o engenheiro ambiental, Rafael Tiezzi, professor da UNIFAL-MG e coordenador do projeto.

As outras três Estações Hidrológicas serão instaladas no Córrego Vai e Volta, na Avenida Irradiação; no Ribeirão de Caldas, um pouco à frente do Hotel Floresta , sentido zona sul e no Ribeirão da Serra, dentro do clube da Alcoa. 

Para o coordenador da Defesa Civil na cidade, Mauro Barbosa Filho, o projeto visa minimizar ao máximo os alagamentos e deslizamentos. 

“Hoje trabalhamos com a prevenção estrutural como a limpeza de ribeirões e bueiros, mas na hora da chuva não temos informações. Com essas Estações teremos informações em tempo real. O trabalho da defesa civil será muito mais efetivo.”

A expectativa da equipe da UNIFAL-MG é que até o fim de julho os equipamentos estejam implantados e os testes em campo possam começar. “Estamos agora na fase de testes entre os equipamentos e o computador que vai armazenar esses dados. É um processo minucioso. Só depois vamos a campo”, declarou o coordenador do projeto, professor Tiezzi.

A Alcoa doou R$ 49.860 que foram direcionados para a Associação Poços Sustentável. Ela por sua vez escolheu o projeto da UNIFAL-MG para criar esse banco de dados hidrológico de Poços de Caldas. A prefeitura doou o servidor e alguns equipamentos eletrônicos para desenvolver a telemetria (leitura em tempo real), se encarregou do plano de internet para que os chips “conversem” com o servidor e também contratou um estagiário para o projeto.

Todos os dados coletados nas Estações serão disponibilizados no site da prefeitura. E a medio prazo, o projeto vai criar uma plataforma conjunta com todos os dados de hidrologia da cidade. 

“Além dos registrados nas 4 Estações que estão sendo implantadas, serão registrados dados colhidos nas diversas unidades como, no Departamento Municipal de Água e Esgoto (DMAE), Departamento Municipal de Eletricidade (DME), Alcoa, Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) ,Indústrias Nucleares do Brasil (INB). Teremos um panorama mais completo do que acontece na cidade”, reiterou Tiezzi, coordenador do projeto.

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