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HOSPITAL VAZ MONTEIRO: UM DOS POUCOS DO PAÍS A REALIZAR TROCA DE VÁLVULA CARDÍACA SEM CIRURGIA ABERTA COM SUCESSO


O dia 06 de fevereiro se tornou um dia histórico para a medicina lavrense, quando a equipe de cardiologia do Hospital Vaz Monteiro, coordenada pelo médico Marcos Cherem, realizou a primeira Troca Valvar Aórtica Percutânea por Cateter (TAVI) na cidade.

Nesse procedimento a válvula cardíaca defeituosa, que não está funcionando bem e compromete a circulação do sangue a partir do coração, é substituída por uma prótese, sem necessidade de retirada da válvula natural e utilizando apenas um furo realizado pela artéria femural, não havendo qualquer abertura da cavidade torácica.

Além disso na TAVI não há anestesia geral com intubação, ocorrendo apenas uma sedação, com o paciente acordando em seguida e já podendo alimentar-se e conversar poucas horas após o término da intervenção.

A paciente de 87 anos foi internada na manhã do dia 06, submetida a cirurgia no mesmo dia e recebeu alta para sua residência já no dia 09. Segundo o cardiologista Marcos Cherem “não há comparação entre os riscos de uma cirurgia percutânea como essa com a cirurgia tradicional, de peito aberto, onde as complicações e o tempo de recuperação são completamente diferentes”.


A equipe cirúrgica foi formada pelos médicos Marcos Cherem (cardiologista), Ari Mandil (hemodinamicista), Dirceu Barbosa Dias Sobrinho (hemodinamicista), Thiago José de Assis (hemodinamicista), Cláudio Gelape (cirurgião cardiovascular), Márcio Sérgio Carvalho Silva (anestesiologista), auxiliados pela equipe de enfermagem (Enfermeiras Suellen Rodrigues e Lara Fernanda Lima Coelho, Técnicos Alexandre Gomes dos Santos, Raissa Garcia Gomes, Graziele Mariana Magela Paulino), com suporte das auxiliares administrativas Valdirene Rosária Carvalho Silva e Sueli Maria de Souza.

Hoje o Vaz Monteiro é um dos poucos hospitais de Minas Gerais e o único de Lavras que oferece cotidianamente tratamento programado e de urgência em medicina cardiovascular, como cateterismos cardíacos e cerebrais, angioplastias cardíacas, cerebrais, renais e vasculares periféricas, arritmias cardíacas complexas, cardiopatias congênitas em crianças e adultos. “Já realizamos mais de 10.000 procedimentos, entre diagnósticos, tratamentos percutâneos e cirurgias abertas” relata Marcos Cherem.

A direção do Vaz Monteiro já realizou inúmeros pedidos para credenciamento desses tratamentos junto ao SUS, por ser uma instituição filantrópica, sem fins lucrativos, cujo objetivo primordial é atender sem distinção àqueles que necessitam, mas até o momento não houve uma sinalização positiva a nível federal ou estadual para essa liberação.

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