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BUSER VAI AO MP PEDIR EXPLICAÇÕES SOBRE ESQUEMA PARA TENTAR PROIBIR EMPRESA EM MINAS

A acusação é de Alberto Lage, ex-chefe de gabinete da prefeitura, em depoimento ao MPMG

A Buser, empresa que conecta usuários de transporte a empresas de fretamento, vai requisitar ao Ministério Público de Minas Gerais que aprofunde as investigações em relação à acusação de que o ex-deputado e ex-secretário de Governo da Prefeitura de Belo Horizonte Adalclever Lopes montou uma espécie de bunker na prefeitura para tentar proibir as operações da empresa no Estado em benefício da viação Gontijo.

A acusação é de Alberto Lage, ex-chefe de gabinete da prefeitura, em depoimento ao MPMG. O conteúdo do depoimento foi divulgado no site da revista Veja na última sexta-feira, dia 29.

Para a Buser, uma vez comprovado o depoimento, podem ter ocorridos os crimes de corrupção ativa, corrupção passiva e advocacia administrativa, entre outros.

No depoimento ao MP, Lage afirma que Adalclever sempre dizia que a Gontijo, maior empresa de ônibus de Minas, “é uma importante fonte de renda para sua família, já que seus ônibus têm paradas em seus estabelecimentos comerciais”. A proibição da Buser, segundo o depoimento, interessa à Gontijo.

O ex-deputado, mesmo atuando na prefeitura, continuava tentando influenciar as decisões da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, segundo o depoimento. Neste sentido, ele teria usado o peso de seu cargo para tentar proibir a atuação da Buser em Minas Gerais.

De fato, a ALMG aprovou um projeto de lei, posteriormente vetado pelo governador Romeu Zema, que inviabiliza a atuação da Buser em Minas sob o argumento de que é necessário regulamentar o trabalho das empresas de fretamento de ônibus. O veto do governador ainda não foi analisado pelos deputados.

Lage vai mais longe ao afirmar que o próprio Adalclever teria se vangloriado várias vezes de ter acesso fácil ao financiamento de campanhas eleitorais e que uma importante fonte de dinheiro vivo seriam empresas de ônibus.

Para a Buser, o depoimento, se comprovado, expõe uma relação espúria entre certos políticos e as velhas viações de ônibus que dominam o mercado há décadas e tentam, a todo custo, evitar a chegada da inovação em um setor marcado pela falta de transparência e de modernidade.

"A Buser ressalta que a investigação do Ministério Público de Minas Gerais reforça a importância de novas empresas chegarem no mercado de transporte rodoviário e, assim, ajudar a romper essas velhas práticas que atrasam o desenvolvimento do país e prejudicam a população", destaca a empresa.

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