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CUSTODIADO DE LAVRAS DÁ AULAS DE MARCENARIA E PREPARA NOVOS PROFISSIONAIS

Cerca de 20 presos já aprenderam a atividade, em oficina instalada no presídio. A experiência profissional do detento foi descoberta por servidores da área de atendimento

Um marceneiro com uma década de profissão está ensinando o ofício dentro do Presídio de Lavras, no Sul de Minas. A oficina, especialmente montada para esta finalidade, é realizada pelo detento Rodrigo Leandro Barboza, de 28 anos, que se ofereceu para dar as aulas, formar marceneiros e, ao mesmo tempo, ajudar na produção de móveis para instituições assistenciais.

As primeiras ferramentas chegaram por meio de doação, como lixadeira e furadeira elétricas; outras, foram emprestadas durante algum tempo. A madeira é doada por empresários de Lavras, que viram no projeto uma oportunidade de ajudar as instituições filantrópicas da região.

Uma das primeiras produções de móveis, inclusive, teve uma destinação especial, o Posto de Saúde na zona rural de Lavras, que recebeu três mesas com gavetas, três cadeiras de escritório e os bancos da fila de espera. Desde então, os pedidos de móveis e as entregas não pararam mais. Dentre outras instituições beneficiadas estão a Apae de Lavras, Casa do Vovô, Vale das Bênçãos Church, Igreja Congregação Cristã no Brasil, Lar & Vida (tratamento para câncer), ONG Animais Nossos Irmãos e Associação Nazareno de Proteção à Criança e ao Adolescente.

Desafios
Dificuldades e limitação de ferramentas tornaram-se um incentivo para o professor de marcenaria, nos primeiros meses de atividades no presídio. “Descobri aqui, que com pouco posso fazer muito. Agora, tenho certeza do meu potencial. Quando tiver liberdade vou montar meu próprio negócio”, revela Rodrigo Barboza. Para ele, ensinar é muito gratificante, pois significa dar esperança de um futuro melhor, uma chance de os colegas conseguirem um trabalho.

As aulas seguem um cronograma, partindo dos serviços mais elementares, como lixar e pintar, até os mais difíceis, como cortar e montar os móveis. Para tanto, foi montada por Rodrigo Barboza uma apostila com aulas teóricas e práticas, com o intuito de ajudar na formação dos novos marceneiros.


Comportamento
Para o subdiretor do Presídio de Lavras, Fábio Pereira Marcos, a marcenaria é atraente para os presos porque oferece a oportunidade de aprender uma profissão. “Os presos trabalham num ambiente espaçoso e mantém suas mentes ocupadas na fabricação de peças úteis para a sociedade. O resultado é satisfação e aumento da autoestima”, garante.

No momento, estão sendo produzidas peças-modelo para serem expostas na sede do Departamento Penitenciário, em Belo Horizonte. Também estão começando a produzir mesas, cadeiras e brinquedos pedagógicos para uma instituição filantrópica, responsável por cuidar de crianças carentes na vizinha cidade de Perdões.

*Da Agência Minas

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