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INFLAÇÃO EM VARGINHA ATINGE 4,11% NO MÊS DE MARÇO


Em março, o IMPC (Índice Municipal de Preços ao Consumidor) da cidade de Varginha, calculado pelo Departamento de Pesquisa do Grupo Unis e pelo GEESUL (Grupo de Estudos Econômicos do Sul de Minas), teve alta de 4,11% comparado com o mês de fevereiro.

Esta foi a maior alta para o indicador desde o início da pesquisa em julho de 2021. Neste período o indicador já apresenta uma alta acumulada de 14,42%. Considerando apenas os três primeiros meses deste ano de 2022, a elevação já atinge 8,15%.

Importante sempre destacar que o IMPC-Unis é composto por 5 grupos de gastos: alimentação; habitação; transporte; educação e comunicação. Os grupos são compostos por 11 subgrupos e 44 itens que totalizam 503 preços coletados considerando diferentes tipos, marcas e locais na cidade.

Após ter apresentado queda no mês anterior, o grupo transporte foi o que apresentou a maior elevação em março (9,80%); o grupo habitação teve elevação média de 3,59%; o terceiro grupo com maior alta foi alimentação (3,51%); e os grupos comunicação e educação mantiveram-se estáveis no mês de março.

O resultado do mês de março reforça ainda mais o complexo problema da inflação em Varginha em consonância com o que vem acontecendo em todo o país. O IPCA, índice oficial da inflação no Brasil, atingiu em março o maior patamar desde o início do Plano Real em 1994.

Dos cinco grupos pesquisados em Varginha, três apresentaram alta e dois tiveram estabilidade, nenhum demonstrou queda nos preços médios em geral. O destaque ficou com o grupo transporte em função da alta dos combustíveis, provocada em razão da alta na cotação do petróleo devido ao conflito na Ucrânia. Como já era esperado alguns produtos agrícolas como trigo e soja tiveram fortes altas também em razão deste conflito. A extensão temporal do mesmo será decisiva para se medir os impactos que virão para os preços.

O Banco Central do Brasil já previu que o pico de inflação neste ano deve ocorrer entre os meses de março e abril, indicando que espera para o decorrer do ano uma estabilização e queda nos preços. Porém, é preciso destacar que as altas já acumuladas neste ano de 2022 vem prejudicando fortemente o poder de compra da população assalariada. A recente queda na taxa de câmbio ainda não influenciou os preços ao consumidor, o que pode ocorrer nos próximos meses.

Cabe destacar que se as ações de política monetária do Banco Central não surtirem o efeito planejado, novas políticas econômicas deverão ser pensadas a fim de auxiliar no controle da inflação neste ano de 2022 que já se apresenta como um desafio complexo.

A pesquisa completa pode ser acessada clicando aqui.

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