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ÍNDICE DA CESTA BÁSICA TEM QUEDA EM SÃO LOURENÇO


Após a forte alta ocorrida no mês anterior, o Índice da Cesta Básica de São Lourenço (ICB – FUSAL/UNIS) apresentou queda de -2,60% no início de novembro comparado com o mesmo período de outubro.

As quedas ocorridas na carne bovina, leite integral, batata e feijão carioquinha compensaram as elevações no tomate, banana e farinha de trigo. No período de doze meses, a cesta básica em São Lourenço subiu 7,95%. Considerando somente este ano de 2022, de janeiro a novembro, a elevação atinge 9,25%.

O levantamento dos dados ocorre por meio da coleta de preços dos 13 produtos componentes da cesta básica nacional de alimentos nos principais supermercados da cidade, tendo como base a metodologia adotada pelo DIEESE nas principais capitais do país.

Neste início de novembro, o valor médio da cesta básica nacional de alimentos para o sustento de uma pessoa adulta na cidade de São Lourenço é de R$646,79, correspondendo a 57,69% do salário mínimo líquido. O trabalhador que recebe um salário mínimo mensal precisa trabalhar 117 horas e 24 minutos no mês para adquirir essa cesta de produtos.

Entre outubro e novembro, dos 13 produtos componentes da cesta básica pesquisada em São Lourenço, 7 tiveram alta dos preços médios: Tomate (28,72%), Banana (14,75%), Farinha de trigo (5,57%), Arroz (4,98%), Pão francês (4,67%), Manteiga (2,38%) e Açúcar refinado (1,24%). Seis produtos apresentaram queda em seus valores: Carne bovina (-12%), Leite integral (-8,92%), Batata (-5,07%), Feijão carioquinha (-4,17%), Café em pó (-1,98%) e Óleo de soja (-1,81%).

A dinâmica dos preços dos produtos da cesta básica vem sendo influenciada de maneira direta pelo comportamento das safras e da demanda externa. Realidade que deve continuar ocorrendo no curto prazo. Porém, neste mês chamou a atenção a queda no preço da carne bovina em São Lourenço, provavelmente influenciada pela menor demanda do consumidor após a forte elevação no mês anterior.

Mesmo com a queda ocorrida no índice, o valor da cesta ainda continua bem elevado e comprometendo parcela considerável da renda dos assalariados. Como estamos destacando nos relatórios deste mês, nota-se que as políticas econômicas, que permitiram a queda nos preços da energia e dos combustíveis, não trouxeram os impactos esperados nos valores dos alimentos. Sendo assim, se faz necessário pensar em novas políticas com foco na melhoria da produção e da disponibilidade interna de bens alimentícios a fim de conter a inflação da cesta básica.

Confira a pesquisa completa clicando aqui.

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