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BELO HORIZONTE: PROPOSTA DE FLEXIBILIZAÇÃO DA LEI DO SILÊNCIO AVANÇA NAS COMISSÕES DA CÂMARA

Emendas que ampliam limite máximo de decibéis receberam parecer favorável. Texto ainda precisa ser votado em Plenário


O Projeto de Lei 751/13, que estende as flexibilizações previstas na Lei do Silêncio de Belo Horizonte a atividades escolares, religiosas, bares e restaurantes da capital, esteve em debate na reunião da Comissão de Meio Ambiente e Política Urbana da Câmara Municipal da capita mineira, no último dia 4. 

O colegiado emitiu parecer pela aprovação, em 2º turno, de emendas que reduzem a restrição para a emissão de ruídos. 

Proposta focada na renovação das medidas de segurança a serem adotadas em grandes eventos também recebeu parecer pela aprovação. 

Atualmente, na Capital, o limite de ruídos no período diurno é de até 70dB, baixando para 60dB no período vespertino e 50dB no horário noturno. 

A partir das 00h, o limite é reduzido para 45dB. Pela legislação em vigor, as únicas exceções são concedidas a atividades de construção civil, alarmes residenciais e sirenes escolares, condicionadas à curta duração e com restrições de horário. Ainda assim, a emissão de ruídos por essas atividades não pode exceder 80dB.

De acordo com o substitutivo-emenda nº 9 ao PL 751/13, que recebeu parecer favorável da comissão, passariam a ser permitidas a emissão de até 75 dB nas atividades de bares e restaurantes, eventos esportivos, instituições escolares e cultos religiosos, dentre outros, de domingo a quinta (até as 22h) e às sextas, sábados, feriados e vésperas de feriados (até as 23h). 

A proposta é assinada pelos vereadores Autair Gomes (PSC), Elvis Côrtes (PSD) e Léo Burguês de Castro (PSL). Também receberam parecer pela aprovação os substitivos-emenda de nº 1, 2 e 8, todos eles propondo medidas que flexibilizam a atual Lei do Silêncio.

Na mesma reunião, o colegiado emitiu parecer pela rejeição a emendas que fixam regras mais duras contra a emissão de som. 

Dentre eles, está a emenda nº 3, de autoria do ex-vereador Leonardo Mattos, que autoriza emissões sonoras maiores do que as já previstas em lei apenas nos casos de atividades escolares (até as 18h de segunda a sexta e até as 20h em fins de semana e feriados) e de bares e restaurantes (até as 19h de segunda a sexta e até às 20h nos fins de semana e feriados).

Antes de seguir para apreciação em Plenário, em 2º turno, as emendas precisam debatidas pela Comissão de Direitos Humanos e Defesa do Consumidor.

Segurança em eventos
Ainda na reunião desta terça-feira, a Comissão de Meio Ambiente e Política Urbana emitiu parecer pela aprovação, em 1º turno, do PL 31/17, de autoria do vereador Eduardo da Ambulância (PTN). 

O texto sugere a criação de zona de segurança no entorno de eventos esportivos e culturais de médio e grande porte. O objetivo, segundo o parlamentar, é minimizar o nível de violência nesses locais.

De acordo com o texto, três horas antes do evento e duas horas depois do seu término deverá ser intensificada na zona de segurança a fiscalização contra a atuação de ambulantes e toreros, além de flanelinhas e da cobrança ilegal de estacionamento. 

Na mesma perspectiva, deverão ainda ser intensificados os serviços de limpeza a fim de eliminar a presença resíduos, como paus e pedras, que possam ser meio de agressão física. O texto segue tramitando nas comissões da Câmara, antes de ir à votação em Plenário.

Direito do Consumidor
Também em 1º turno, a comissão emitiu parecer pela aprovação do PL 84/17, que torna obrigatória a disponibilização, no site da prefeitura, de cópia de alvarás de funcionamento concedidos a estabelecimentos comerciais, industriais, agrícolas e prestadores de serviços. 

O texto é de autoria da vereadora Marilda Portela (PRB). Segundo ela, o objetivo é garantir ao usuário oportunidades para o consumo consciente. 

Como informações relativas a licenças e à posse de alvarás não ficam visíveis ao cidadão, a publicização dos dados seria uma forma de evitar que o contratante seja lesado. “Incêndios em boates, intoxicações alimentares e áreas com riscos para crianças ainda são realidade em nosso município, uma vez que a fiscalização não consegue acompanhar todos os estabelecimentos”, lamenta a parlamentar. 

O acesso aos alvarás de funcionamento, nesse sentido, seria uma forma de evitar a ocorrência de problemas de segurança e má prestação de serviço.  

Comentários

Anônimo disse…
Enquanto isso em Lavras os vereadores fizeram uma Lei nas coxas, que até cachorro não pode latir mais...
Anônimo disse…
Essa lei de Lavras foi mal feita e aprovada às pressas para beneficiar meia dúzia interessada em perseguir meia dúzia de repúblicas; e nós pagamos o pato...
Anônimo disse…
Acéfalos. Não perceberam a expansão desordenada de Lavras. Toda urbanização acelerada gera algum tipo de transtorno. Os problemas são aumento da poluição, desconforto sonoro, aumento de assaltos, aumento de drogas. Lucro do comércio e um pouco de impostos não eliminam o passivo ambiental e social. Problemas de urbanização no Brasil tem vários responsáveis: empresários da construção civil, leis criadas no Congresso Nacional, câmara dos vereadores e professores proprietários de apartamentos. Enquanto outros países já passaram por esses problemas, enfrentaram estes desafios e botaram os engenheiros para pensar soluções o Brasil ainda está construindo cidades com falhas urbanas. Em Lavras enquanto águas, animais e árvores têm "selo de qualidade" os seres humanos de Lavras estão em desarmonia.

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