Pular para o conteúdo principal

MAURI TORRES É O NOVO PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE CONTAS DE MINAS GERAIS


O conselheiro Mauri José Torres Duarte assumiu, nesta segunda-feira, 18, a Presidência do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCEMG) em sessão solene, que contou com a presença de inúmeras autoridades. Em seu discurso de posse, Mauri Torres explicou que sua gestão será pautada em dois pilares: a efetividade do controle interno do jurisdicionado (órgãos e entidades fiscalizadas pelo Tribunal) e a eficácia no acompanhamento das receitas públicas. 

Para isso, ele defendeu um “Tribunal democrático, aberto e que seja uma extensão da gestão de seus jurisdicionados”. Tomaram posse, ainda, o vice-presidente José Alves Viana e o corregedor Gilberto Diniz.

O novo presidente explicou que irá investir na atuação pedagógica do Tribunal e disse que as ações de controle serão nesse sentido, não descartando a ação punitiva, caso seja necessária. Torres também deu as boas-vindas aos novos servidores que ingressaram no Tribunal neste mês. “Eles irão trazer sabedoria e oxigenar a Casa”, comemorou.


Em seu discurso, o governador Romeu Zema disse que estava representando o povo mineiro na cerimônia e enfatizou “a importância do Tribunal de Contas para dar transparência aos atos do governo”.

O conselheiro Cláudio Terrão se despediu da Presidência do TCEMG, defendendo uma gestão fiscal responsável. 

“Os tribunais de contas são instituições fundamentais para a defesa do Estado Democrático de Direito”. Ele disse que sua gestão foi um período de “muitos aprendizados e muitas conquistas” na proposta de sair de um controle de conformidade para um interativo e colaborativo.

Hamilton Coelho falou em nome dos conselheiros substitutos. Segundo ele, o novo presidente Mauri Torres sempre “transpareceu uma conduta cortês” e “trilhou o seu caminho com superação”. Ele afirmou que a experiência de vida de Mauri, somada ao tempo de administração pública, o tornam capaz de assumir o cargo com excelência. Hamilton classificou que a gestão de Terrão foi “assentada na transparência e no desenvolvimento da Educação” e que ele deixa a Presidência de “alma leve”.

A procuradora-geral do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas de Minas Gerais (MPCMG), Elke Andrade, disse que o novo presidente tem uma “singular experiência de vida pública, serenidade e equilíbrio, indispensáveis para a tomada de decisão”. Ela também reafirmou o compromisso e a parceria do MPCMG com o Tribunal e desejou pleno êxito à nova gestão.

Compuseram a mesa de honra, além do Governador Romeu Zema, o conselheiro Cláudio Terrão, que transmitiu a Presidência do TCEMG; o vice-governador do Estado, Paulo Brant; o presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), deputado Agostinho Patrus; o presidente do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), desembargador Nelson Missias; o primeiro vice-presidente do Senado Federal, Antonio Anastasia; o procurador-geral de Justiça, Antônio Sérgio Tonet; o ex-governador de Minas Gerais, Alberto Pinto Coelho; o defensor público-geral, Gério Patrocínio Soares; a procuradora-geral do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas de Minas Gerais (MPCMG), Elke Andrade Soares de Moura; o presidente do Tribunal de Justiça Militar de Minas Gerais, juiz James Ferreira Santos; o deputado federal Rodrigo Castro, representando a Câmara dos Deputados; e o comandante da Quarta Região Militar, General de Divisão do Exército, Henrique Martins Nolasco Sobrinho.

A solenidade contou, ainda, com a presença do conselheiro decano do TCEMG, Wanderley Ávila; o conselheiro Sebastião Helvecio Ramos De Castro, representando o Instituto Rui Barbosa (IRB) como vice-presidente de Relações Institucionais do Instituto; e o conselheiro mais novo em atividade no TCE, Durval Ângelo. Também estavam na cerimônia os conselheiros substitutos Licurgo Mourão, Adonias Monteiro e Victor Meyer; o subprocurador-geral do MPCMG, Marcilio Barenco Correa de Mello; e os procuradores Maria Cecília Borges, Glaydson Santo Soprani Massaria, Sara Meinberg Schmidt de Andrade Duarte, Cristina Melo e Daniel de Carvalho Guimarães.

O senador Rodrigo Pacheco; o vice-presidente de Desenvolvimento do Controle Externo da Associação dos Membros dos Tribunais de Contas (Atricon), conselheiro ouvidor do Tribunal de Contas do Estado do Espírito Santo (TCE-ES), Sebastião Carlos Ranna De Macedo; e o segundo vice-presidente do Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande Do Sul (TCE-RS), conselheiro Cezar Miola, também prestigiaram o evento.

Histórico
Mauri Torres foi nomeado conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais em 14 de julho de 2011 e tomou posse em 31 de agosto. Ele passou a ocupar a vaga deixada pelo conselheiro Elmo Braz, que se aposentou em maio daquele ano.

Mauri Torres nasceu no dia 29 de abril de 1950. É natural da cidade paulista de Guararema e exerceu seis mandatos consecutivos na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, da qual foi presidente por dois mandatos, entre 2003 e 2007. É casado e pai de quatro filhos: Ariana, Teodoro, Teófilo e Tito.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

VARGINHA COMEMORA AVANÇO NA CONCESSÃO DO CORREDOR FERROVIÁRIO MINAS-RIO

Varginha celebra um importante avanço para o futuro da infraestrutura ferroviária da região. A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) aprovou, na última quinta-feira (27/8), a versão definitiva do edital de concessão do Corredor Ferroviário Minas-Rio, que possui cerca de 733 quilômetros de extensão atualmente operados pela Ferrovia Centro-Atlântica (FCA). A concessão prevê a divisão do corredor em dois lotes. Um deles compreende o trecho entre Iguatama (MG) e Barra Mansa (RJ), incluindo o ramal ferroviário entre Varginha e Lavras, o que representa uma perspectiva importante para o município e para toda a região do Sul de Minas. O segundo lote contempla o trecho entre Barra Mansa e Angra dos Reis, no Rio de Janeiro. Pelo modelo de concessão, o futuro operador será responsável pela manutenção, recuperação e modernização da infraestrutura ferroviária. Também deverá apresentar, no prazo de até dois anos, um plano de recapacitação da ferrovia Para Varginha, a medida é vista com e...

TRF6 CONDENA SAMARCO E TRÊS-GERENTES POR ROMPIMENTO DE BARRAGEM EM MARIANA

Decisão atende parcialmente a recurso do MPF ao absolver ex-diretor presidente da empresa, diretor operacional, engenheiro e outras 3 empresas rés A 2ª Turma do Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF6) acolheu parcialmente o recurso do Ministério Público Federal (MPF) e condenou a empresa Samarco Mineração S.A. e três de seus ex-gerentes pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG),  ocorrido em 5 de novembro de 2015. A decisão colegiada e unânime reformou a sentença de primeira instância de 2024, que havia absolvido os réus. Os ex-dirigentes e técnicos foram responsabilizados pelo crime de provocar inundação com resultado morte, além de condenação por crimes ambientais. A empresa foi penalizada com multa penal de mais de R$ 6 milhões, repasse de R$ 1 milhão ao Fundo Nacional do Meio Ambiente e proibição de contratar com o poder público por dez anos. O procurador regional da República Darlan Airton Dias destacou a importância de ter sido revertida a decisão anterior ...

JUSTIÇA ELEITORAL ACOLHE PEDIDO DO MPF E INDEFERE REGISTRO DE CANDIDATURA DE EDUARDO CUNHA EM MINAS GERAIS

Decisão acatou tese sobre inelegibilidade decorrente de cassação de mandato parlamentar O Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) indeferiu, na tarde desta quinta-feira (3), o registro de candidatura de Eduardo Cunha (Republicanos) ao cargo de deputado federal por Minas Gerais. A decisão atendeu a pedido de impugnação do Ministério Público Eleitoral (MP Eleitoral), sustentado na tese de que o ex-presidente da Câmara dos Deputados permanece inelegível devido à cassação de seu mandato parlamentar. A Corte acolheu o entendimento do MP Eleitoral quanto à contagem do prazo de inelegibilidade referente à perda do mandato em setembro de 2016, decorrente de quebra de decoro parlamentar na Câmara dos Deputados. A defesa sustentava que o prazo de oito anos havia expirado em setembro de 2024. No entanto, prevaleceu a tese ministerial de que a contagem do prazo de inelegibilidade tem início somente após o término da legislatura original — ocorrido em janeiro de 2019 —, mantendo a res...