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"CORRUPÇÃO GERA EGOÍSMO GENERALIZADO NO PAÍS", AFIRMA MINISTRO DA CGU

Em evento do Dia Internacional Contra a Corrupção, Wagner Rosário alertou ainda sobre os desafios para maior articulação entre os órgãos. CGU apresentou balanço de ações
"Mesmo quem não é corrupto, mas vive num ambiente corrupto, passa a lutar por ideias vinculadas a pequenos grupos e não à sociedade como um todo. O grande desafio aqui é tornar nossas palavras a prática de nossa atuação por um mesmo ideal”, afirmou Wagner Rosário

O Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União (CGU) realizou, no último dia 7, em Brasília (DF), evento alusivo ao Dia Internacional contra a Corrupção. 

Na ocasião, foi apresentado o balanço das principais ações e resultados alcançados em 2017; além de conduzir a premiação do 9º Concurso de Desenho e Redação.  

A cerimônia de abertura contou com a presença do ministro substituto da CGU, Wagner Rosário; do presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn; do presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Raimundo Carreiro; da procuradora-geral da República, Raquel Dodge; do ministro da Justiça e Segurança Pública, Torquato Jardim; do ministro da Educação, Mendonça Filho; e do presidente do Conselho de Administração do Observatório Social do Brasil (OSB), Ney Ribas. 

Rosário destacou o esforço conjunto dos órgãos de defesa e da sociedade em prol do Estado brasileiro. 


“Umas das consequências mais drásticas da corrupção é o sentimento de egoísmo generalizado. Mesmo quem não é corrupto, mas vive num ambiente corrupto, passa a lutar por ideias vinculadas a pequenos grupos e não à sociedade como um todo. O grande desafio aqui é tornar nossas palavras a prática de nossa atuação por um mesmo ideal”, afirmou.

Sobre os acordos de leniência com as empresas, o ministro defendeu a atuação da CGU para ressarcir os valores desviados aos cofres públicos. 

“Em 4 anos da Lei Anticorrupção ainda não conseguimos apresentar uma solução definitiva para a sociedade. Cabe aos órgãos de controle e defesa do Estado tomar essa decisão. As empresas envolvidas na Lava Jato, por exemplo, precisam pagar pelos erros, adotar novos modelos de integridade e voltar ao mercado para contribuir com a retomada da economia. A quebra de empresas não é política de combate à corrupção”, alertou.

Jovens fiscais 
Durante o evento, foi realizada a premiação do 9º Concurso de Desenho e Redação. Com o tema “Todo dia é dia de cidadania”, a iniciativa buscou despertar nos estudantes, de escolas públicas e privadas de todo o país, o interesse por assuntos relacionados ao controle social, à ética e à convivência cidadã. 

Nesta edição, houve a mobilização de 410 mil alunos, 14 mil professores e 2 mil instituições de ensino. No período de inscrições, entre abril e setembro de 2017, foram enviados para avaliação 7,6 mil trabalhos. 

Também foi divulgada a campanha #TodosJuntosContraCorrupção, que recebeu apoio do Instituto Maurício de Sousa. 

A iniciativa, conduzida em parceria com o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), busca, por meio de atividades de conscientização e projetos educacionais, contribuir para a formação de cidadãos mais íntegros e engajados. A cerimônia contou com a participação dos personagens da Turma da Mônica.

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