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ALMG APROVA REAJUSTES PARA TODO O FUNCIONALISMO

A emenda que estende o reajuste a outras categorias recebeu 47 votos a favor e 19 contra

Sob clima de forte disputa entre servidores da segurança pública, de um lado, e da educação, de outro, o Plenário da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) aprovou a extensão de recomposição salarial a todo o funcionalismo, contida no Projeto de Lei (PL) 1.451/20, do governador Romeu Zema, que concede reajuste de 41,74% para as categorias da segurança pública. Também foram aprovadas as emendas nºs 1 e 2, apresentadas na Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária (FFO). O PL 1.451/20 passou em 2º turno, em Reunião Extraordinária na manhã desta quarta-feira , 19.

A emenda nº 1, do relator na FFO, deputado Hely Tarqüínio (PV), apenas explicita a vigência da norma na data de sua publicação. Já a emenda nº 2, de autoria da deputada Beatriz Cerqueira (PT) e outros, oferece uma recomposição salarial de 28,82%, relativa ao período de 2015 a 2019, a ser paga partir de 1º de julho de 2020, aos servidores de 13 carreiras do Estado que não foram atendidas pelo reajuste oferecido aos servidores da área de segurança.

O projeto de lei e a emenda nº 1 foram aprovados por 66 votos a 2, enquanto a emenda nº 2 recebeu 47 votos a favor e 19 contra, evidenciando a disputa política também entre os parlamentares.

A emenda nº 2 também determina o pagamento do piso nacional da educação aos servidores da educação básica e a incorporação salarial das gratificações de desempenho e de incentivo à docência pagas aos servidores da educação superior.

Os que votaram contra a emenda apontaram inconstitucionalidade da matéria, já que o Poder Legislativo não tem competência para propor projetos que impactem o orçamento. Segundo eles, o governo teria dificuldade de arcar com um aumento de despesa da ordem de R$ 20 bilhões em três anos. Os favoráveis à emenda, porém, defenderam a proposta politicamente, alegando que o Estado deve dar tratamento isonômico a todas as categorias e que é possível analisar caso a caso.

A favor da emenda votaram os parlamentares do PT, como a autora da matéria, deputada Beatriz Cerqueira, lembrando que “a emenda não altera em nada o projeto da segurança e foi construída de modo que o governador possa dialogar com cada carreira do Executivo”.

“Se formos fazer o debate técnico, não há recursos pra ninguém, mas o debate é político. Não é possível o governador ignorar 70% do funcionalismo”, argumentou, alegando que ao propor reajuste para uma única categoria, o governo buscou “uma artimanha política para desmobilizar e dividir os servidores”.

O deputado Virgílio Guimarães (PT) chamou a atenção para o fato de que o projeto destaca que o reajuste só entrará em vigor se houver recursos para tanto e que a emenda não aponta fonte de recursos, da mesma forma que o projeto.

com assessoria da ALMG

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