Marcas da região são destaque em prêmios internacionais

Olival mais alto do mundo situado a 1.910 metros de altitude na Fazenda Tuiuva em Maria da Fé
A produção, ainda incipiente, tem se destacado pelos atributos de qualidade e complexidade de sabores e conquistado premiações pelo mundo. Vale lembrar que a primeira extração do Brasil, foi realizada pela Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (EPAMIG), no ano de 2008.
“Esses prêmios são muito importantes porque demonstram que estamos no caminho certo para uma produção de qualidade atestada por avaliações químicas e sensoriais”, aponta Luiz Fernando de Oliveira, integrante do Programa de Pesquisa em Olivicultura da EPAMIG.
O pesquisador explica que as análises permitem a identificação dos atributos desejáveis dos azeites e a detecção dos defeitos que podem afetar a classificação do produto. “Na parte química, avaliamos parâmetros como acidez, peróxidos, extinção específica no ultravioleta (232, 264 nm e Delta K), composição de ácidos graxos e perfil de polifenol. Na parte sensorial, são avaliados os atributos de qualidade como frutado, amargor e picância”.
Reconhecimento e visibilidade
Rosana Chiavassa da Fazenda Santa Helena, em Maria da Fé, comenta sobre a importância dos prêmios para difundir o trabalho. “A premiação é um coroamento. O turismo é outra alternativa bastante viável, até porque a olivicultura é uma atividade restrita há poucas regiões do país”, afirma.


O Azeite Mantikir Summit Premium está pelo segundo ano consecutivo entre os 100 melhores do mundo e como melhor do Brasil no Evooleum, da Espanha. Já o monovarietal Grappolo EPAMIG, produzido com a cultivar MGS GRAP541, desenvolvida pela EPAMIG, estreou no Top 20 da categoria de produção limitada até 2.500 litros.
Herbert diz que a produção da marca ficará próxima a 7 mil litros em 2026. “Começamos em 2023 e desde então temos tido um aumento progressivo. As condições climáticas do último ciclo foram excelentes e a safra será espetacular”, finaliza.
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