A edição deste ano traz como pano de fundo a Agenda 2030 da ONU e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), com ênfase no conceito de Saúde Única (One Health) — abordagem que integra a saúde humana, animal e ambiental. Entre as doenças em foco estão dengue, zika, chikungunya e outras enfermidades historicamente subfinanciadas em pesquisa e políticas públicas, que afetam desproporcionalmente populações vulneráveis.
"Desde sua criação, em 2014, o SBDN consolidou-se como um espaço de diálogo científico qualificado, construção coletiva e compromisso ético com o enfrentamento das doenças negligenciadas e com as populações historicamente mais afetadas por esses agravos", destaca a professora da UFLA, Joziana Barçante de Paiva Muniz, presidente do SBDN.
A cerimônia de abertura está marcada para o dia 21 de maio, às 18h, com transmissão ao vivo pelo YouTube. A programação inclui conferências científicas, apresentação de trabalhos acadêmicos e o NEXUS Ideathon, iniciativa voltada à inovação em soluções para doenças negligenciadas, além de um Festival de Ciência com atividades de divulgação para além dos muros da academia.
O simpósio conta com apoio institucional da Organização Mundial da Saúde (OMS), da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e do Ministério da Saúde do Brasil, além de suporte financeiro de agências como FAPEMIG, CNPq e CAPES. A realização é encabeçada por pesquisadoras da UFLA, com destaque para o protagonismo feminino na coordenação científica do evento.
Com o lema "Sem deixar ninguém para trás", o VI SBDN reafirma seu compromisso de ampliar o debate sobre doenças que ainda carecem de atenção proporcional à sua magnitude epidemiológica. Lavras, cidade polo do sul de Minas, torna-se por uma semana epicentro da ciência dedicada às populações mais vulneráveis do Brasil e do mundo.
"A realização conjunta do VI SBDN e do II WSND, em 2026, reafirma o compromisso do evento com a internacionalização da ciência, a cooperação entre instituições nacionais e estrangeiras e a produção de conhecimento socialmente relevante. Em um cenário marcado por transformações epidemiológicas, ambientais e sociais, o simpósio propõe debates aprofundados sobre os impactos contemporâneos que moldam as doenças negligenciadas, incluindo os efeitos persistentes da pandemia de COVID-19, as mudanças climáticas, as desigualdades sociais e os desafios enfrentados pelos sistemas de saúde", conclui Joziana.
Confira a programação completa: https://www.sbdn2026.com.br/
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