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ATO EM DEFESA DA DEMOCRACIA E CONTRA O IMPEACHMENT MARCA O DOMINGO EM LAVRAS

Ovacionado, Levante Popular da Juventude escracha a deputada lavrense Dâmina Pereira e cobra a democratização da mídia no País

Manifestantes tomaram às ruas de Lavras em defesa da democracia

Neste domingo, 24, foi a vez de Lavras, quinta maior cidade do Sul de Minas, realizar um ato em defesa da democracia e contra o impeachment.

Com organização da Frente Brasil Popular em Lavras e da Associação dos Estudantes de Engenharia Florestal (ABEEF), os manifestantes se concentrarão a partir das 08h, na Praça Doutor Jorge (Praça do Gammon).

Por volta das 11h, com carro de som, baterias, bandeiras e cartazes, os manifestantes iniciaram a caminhada rumo a Praça Doutor Augusto Silva, na região central da cidade. 

No trecho entre a rua Barão do Rio Branco e a Praça Monsenhor Domingos Pinheiros, os manifestantes realizaram uma encenação teatral, feita por membros do Levante Popular da Juventude.

Estudantes, professores, servidores públicos, comunidade local, movimentos sociais, associações de bairro, sindicatos, artistas e lideranças ligadas a área cultural, movimento negro, de mulheres e LGBTT, estiveram presentes dizendo não a qualquer forma de golpe contra e a favor da democracia.

Ao chegar a Praça Augusto Silva, a manifestação teve seu ponto alto, onde de forma simbólica e pacífica, o povo, tendo como protagonista o Levante Popular da Juventude, ocuparam a Rádio Cultura AM, um dos maiores símbolos do poder econômico e midiático da cidade.

Com um tecido branco estendido, o Levante Popular da Juventude escrachou a deputada federal Dâmina Pereira (PSL)  e picharam o tecido cobrando a democratização da mídia no Brasil, sendo ovacionados pela população presente.



A parlamentar lavrense é sócia e diretora da Rádio Cultura e votou a favor do impeachment. Durante o ato, os manifestantes também lembraram que o marido da parlamentar, o empresário e ex-prefeito Carlos Alberto Pereira (PSL) teve a candidatura barrada pela Justiça Eleitoral nas eleições de 2014, com base na Lei da Ficha Limpa.

O artigo 54 da Constituição Federal, proíbe congressista de “firmar ou manter contrato com empresa concessionária de serviço público”.

Em novembro do ano passado, o Ministério Público Federal (MPF), por meio de suas sedes estaduais, prometeu desencadear ações contra 32 deputados federais e oito senadores que aparecem nos registros oficiais como sócios de emissoras de rádio ou TV pelo país.

A Procuradoria pedirá suspensão das concessões e condenação que obrigue a União a licitar novamente o serviço e se abster de dar novas outorgas aos citados.

Finalizando, os manifestantes encerram a manifestação com a realização de um ato cultural na Praça Augusto Silva. O mobilização realizada em Lavras neste domingo também a participação de manifestantes de Perdões, Cana Verde e Campo Belo.

Mandato começou envolvido em polêmicas
Eleita pela primeira vez para um cargo na Câmara dos Deputados, Dâmina de Carvalho Pereira apresentou receitas de R$ 3.349.827,85 e declarou gastos de R$ 3.349.827,85.

Dâmina também ostenta a marca de candidata mais rica de Minas Gerais na eleição de 2014 para a Câmara. A lavrense Dâmina Pereira acumula um patrimônio de R$ 38,8 milhões.

Eleita pelo PMN, migrou para o recém-criado PMB e agora, no período conhecido como "janela partidária", filiou-se ao PSL.

Tão logo assumiu o posto, a lavrense foi beneficiada por um acordo entre a maioria da bancada e o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), a parlamentar acabou ficando à frente da coordenação da Bancada Feminina, durante eleição sob forte protestos.

Pelos parâmetros estabelecidos por Cunha, o bloco integrado por PT, PCdoB e PRB não teria direito a disputar nenhum dos cargos principais. A decisão do presidente foi vista como uma “interferência na autonomia das mulheres”.

No passado, durante a tramitação na Câmara dos Deputados do projeto que reduzia de 18 para 16 anos a maioridade penal, a deputada lavrense votou favorável. A PEC da maioridade penal foi apresentada em agosto de 1993 e ficou mais de 21 anos parada. Em 2015, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara retomou as discussões.

Escracho 
O Levante Popular da Juventude tem realizado a campanha "escrache um deputado" por todo País. O objetivo é protestar contra todos os parlamentares e também autoridades e personagens que marcam o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Na última quinta-feira, 21, o Levante Popular de São Paulo já havia escrachado o vice-presidente Michel Temer (PMDB), considerado pela própria presidenta Dilma, um dos principais conspiradores do golpe. A ação fez com que o vice deixasse sua casa no Alto de Pinheiros e voltasse a Brasília.

Na manhã deste domingo, 24, houve um escracho em frente à residência do deputado Jair Bolsonaro, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Bolsonaro é um dos principais expoentes da extrema direita e se tornou inimigo dos movimentos sociais, das mulheres, dos negros e dos LGBT.

Durante a votação da abertura do processo de impedimento da presidente da República, no último dia 17, na Câmara dos Deputados, Bolsonaro enalteceu a figura do coronel Brilhante Ustra, um dos maiores torturadores da Ditadura Militar no Brasil.

Frente Brasil Popular em Lavras
Em uma reunião realizada no último dia 13, foi instalada em Lavras, quinta maior cidade do Sul de Minas Gerais, a Frente Brasil Popular.

A iniciativa é uma ampla articulação de esquerda, de âmbito nacional, e que abrange diversos movimentos sociais, sindicatos, associações, organizações partidárias, religiosas, entidades estudantis e outras entidades.

Neste momento, suas atividades junto à população da cidade de Lavras consistem na defesa da democracia e contra qualquer processo de ruptura.

Também foi redigido um manifesto aberto, dirigido à população de Lavras, expressando o posicionamento da Frente.

Além da luta contra o processo de impedimento da presidente da República, a Frente Brasil Popular pretende manter uma agenda permanente em Lavras e na região, para debater também as conjunturas locais.

Leia também: Deputada de Lavras, Dâmina Pereira levanta a bandeira do impeachment

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