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ECONOMIA: CESTA BÁSICA AUMENTA EM VARGINHA ENTRE MARÇO E ABRIL


Na quarta pesquisa deste ano de 2020 o Índice da Cesta Básica de Varginha (ICB-UNIS), no Sul de Minas, apresentou elevação de 2,06% em comparação com o mês de março. É a primeira elevação do índice neste ano.

A pesquisa é realizada através da coleta de preços de 13 produtos que compõem a cesta básica nacional de alimentos nos principais supermercados da cidade. O responsável pela pesquisa e membro do Departamento de Pesquisa do Grupo Unis, professor Pedro dos Santos Portugal Júnior, salienta que a coleta neste mês foi realizada com os devidos cuidados de prevenção solicitados pelas autoridades de saúde.

Em 12 meses, de abril de 2019 a abril de 2020, a cesta básica em Varginha apresenta uma deflação de -0,31%. Porém, no acumulado de 2020 há um aumento 0,99%. “A pesquisa indicou que neste mês de abril o valor médio da cesta básica nacional de alimentos para o sustento de uma pessoa adulta na cidade de Varginha é de R$412,27, correspondendo a 42,88% do salário mínimo líquido. Dessa forma, o trabalhador que recebe um salário mínimo mensal precisa trabalhar 86 horas e 48 minutos por mês para adquirir essa cesta”, afirmou o professor Pedro Portugal.

Entre os meses de março e abril de 2020, dos 13 produtos componentes da cesta básica pesquisada em Varginha, 10 apresentaram alta dos preços médios, são eles: feijão carioquinha, leite integral, arroz, batata, açúcar, carne bovina, manteiga, óleo de soja, café em pó e pão francês. Três produtos tiveram queda em seus preços médios: tomate, banana e farinha de trigo.

“Neste mês ficou mais evidente a influência da demanda no comportamento geral dos preços, especialmente de produtos mais básicos como arroz, feijão e leite. É fundamental salientar que não há riscos de desabastecimento dos gêneros alimentícios, visto que a produção, a distribuição e a venda estão mantidas. Porém, é importante que os consumidores evitem compras em grande quantidade visando apenas estocar alimentos, o que pode elevar a demanda muito acima da capacidade do abastecimento e da oferta, influenciando assim os preços dos produtos e provocando inflação na cesta básica”, concluiu o professor Pedro Santos Portugal.

A pesquisa completa pode ser acessada clicando aqui.

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