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1 EM CADA MOTORISTAS ADMITE BEBER E DIRIGIR

Pesquisa da Arteris revela comportamentos de risco dos motoristas brasileiros. Cerca de 20% dos entrevistados tiveram mortes na família causadas por acidentes de trânsito


Em levantamento encomendado pela Arteris, uma das maiores companhias de concessões rodoviárias do país, motoristas de todo Brasil foram questionados sobre comportamentos de risco no trânsito. 

A empresa é uma das maiores companhias do setor de concessões de rodovias do Brasil e detém a concessão da Rodovia Fernão Dias (BR-381), entre Belo Horizonte e São Paulo

O resultado é alarmante: condutores admitem que dirigem alcoolizados, usam celulares e não respeitam os limites de velocidade. Os dados foram apresentados no III Fórum Arteris de Segurança na última quinta-feira, 1º, em São Paulo.

“O levantamento não se restringe às rodovias, mas abrange condutores de todo o Brasil, incluindo centros urbanos e zonas rurais”, explica Elvis Granzotti, gerente de operações da Arteris e coordenador do Grupo Estratégico de Redução de Acidentes (GERAR) mantido pela companhia. 

“Nosso objetivo foi levantar comportamentos que colocam vidas em risco e aprimorar políticas de segurança no trânsito. E os resultados mostram que ainda há um longo caminho a percorrer”.

Entre 15 e 26 de agosto, 1.030 pessoas foram entrevistadas pela Limite Consultoria e Pesquisas, empresa contratada pela Arteris para realizar o estudo. A amostra retrata a distribuição no território nacional de motoristas habilitados. A margem de erro é de 3,1 pontos percentuais, dentro de uma margem de confiança de 95%.

Trânsito perigoso
As tragédias provocadas por acidentes são uma realidade para uma parcela expressiva dos pesquisados: 1 em cada 5 pessoas tem histórico de mortes na família. A percepção de que o trânsito brasileiro é perigoso também foi compartilhada por 68,9% dos entrevistados.

Mas um dado chamou a atenção dos especialistas da Arteris. Proporção semelhante (60,5%) afirma que sempre respeita as leis de trânsito. “Essa análise mostra que o motorista parte do pressuposto de que o risco de acidente não está na conduta dele, mas sim no ambiente externo”, explica Granzotti.

Outros dados comprovam a necessidade de conscientização dos motoristas. Dentro do grupo que afirma seguir as regras, aproximadamente 30% admitem ter sido multados nos últimos 12 meses. 

“É um dado que reforça a necessidade de promover uma reflexão e disseminar o conceito de que respeitar as leis de trânsito é fundamental para a segurança, uma responsabilidade de todos”, destaca o executivo da Arteris.

Álcool e direção
A pesquisa mostra também que o comportamento de risco é ainda uma prática comum entre os brasileiros. Mesmo com uma legislação rigorosa, cerca de 26% dos entrevistados admitem dirigir após consumir bebida alcóolica. 

Na análise por gênero e faixa etária, verifica-se maior incidência entre homens (30,7% contra 18,3% de mulheres) e motoristas de até 45 anos (28,5%).

O excesso de velocidade também é outro destaque negativo. Quase metade (48,7%) dos entrevistados afirma que nem sempre respeitam os limites de velocidade, comportamento novamente em evidência entre jovens e homens. 

“Álcool e excesso de velocidade estão diretamente associados a acidentes fatais”, lembra Granzotti.

Celular e itens de segurança
O estudo também abordou o uso de celulares ao volante. Mais da metade (51,8%) dos condutores utilizam, ainda que raramente, os aparelhos enquanto dirige. A prática aumenta o risco de colisões. 

Estatísticas apontam que gastar 5 segundos para fazer uma ligação a 60 km/h é igual a percorrer 83 metros às cegas, tempo mais do que suficiente para ocorrer um acidente grave. Entre as mulheres, outra curiosidade: quase 20% admitem que se maquiam no trânsito.

Outro aspecto que envolve ao combate à violência no trânsito é a utilização de itens de segurança em veículos. O uso de cinto de segurança pelo motorista é uma prática constante de 9 entre 10 motoristas, mas a estatística muda quando envolvem os passageiros. 

Um terço (31,1%) não exige que os demais ocupantes utilizem o dispositivo. Entre os motociclistas, 1 em cada 10 entrevistados admitem que não usam sempre o capacete.

“Uma simples atitude pode evitar histórias trágicas, infelizmente ainda tão comuns no Brasil. A pesquisa somente reforça nosso entendimento de que a conscientização é o caminho mais eficaz para reduzir os índices de fatalidades”, conclui Elvis Granzotti.

Mês da Segurança Arteris
O III Fórum Arteris de Segurança marca o início das atividades do Mês da Segurança Arteris. Pelo terceiro ano consecutivo, a companhia promove série de ações de conscientização no mês de setembro, em sintonia com a Semana Nacional do Trânsito. 

Realizadas em cinco estados – Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo –, mais de 900 iniciativas alertarão motoristas, caminhoneiros, pedestres e ciclistas sobre comportamentos de risco no trânsito.
com Luiza Brunhara - da assessoria

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